Segundo o ministro, a plataforma chinesa escolheu o Ceara por seu alto potencial na produção de energia renovável
Hoje, 13 de maio, uma reunião será realizada em Pequim para discutir um possível investimento de 50 bilhões de reais (o equivalente a cerca de 7,8 bilhões de euros) pela empresa chinesa Tiktok para a construção de data centers no estado de Ceara, no norte do Brasil. Isso foi anunciado pelo ministro dos miniers do Brasil, Alexandre Silveiraconversando com jornalistas durante a visita à China do Presidente Luiz Inacio Lula da Silva e sua delegação. Silveira explicou que os governos federais e estaduais estão colaborando para aprimorar as linhas de transmissão elétrica na região para possibilitar a operação. Segundo o ministro, a plataforma chinesa escolheu o Ceara por seu alto potencial na produção de energia renovável, um requisito fundamental para alimentar infraestruturas digitais e inteligência artificial, que não pode depender de fontes fósseis de razões de conformidade ambiental. O fortalecimento das linhas de energia também se enquadra no plano do governo para definir uma política nacional destinada a incentivar a instalação de data centers no território brasileiro.
O interesse em atrair investimentos no setor não diz respeito apenas à China: o Ministro das Finanças na semana passada, Fernando HaddadEle fez uma missão nos Estados Unidos e no México para conhecer investidores e gerentes de empresa de tecnologia como Google, Nvidia e Amazon. Falando na Conferência Global do Instituto Milken, realizada na segunda -feira, 5 de maio, em Los Angeles, Haddad apresentou a nova política nacional para os data centers, relatando que o governo brasileiro faz com que a economia digital do país “seja ao mesmo tempo digital e verde”, indicando como seu objetivo o uso da energia limpa e a proteção dos dados por meio de uma sólida e da segurança legal, para “oferecer a alta qualidade. De acordo com estimativas do Ministério do Desenvolvimento, a nova legislação para data centers pode gerar até 2 mil bilhões de reais (o equivalente a aproximadamente 316 bilhões de euros) dos investimentos nos próximos dez anos.