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Trump em Pequim nos dias 13 e 14 de maio para a cúpula com Xi: Irã, Taiwan, energia nuclear e IA entre os temas esperados

É a primeira viagem do inquilino da Casa Branca à China desde 2017

Os presidentes da China e dos Estados Unidos, Xi Jinping E Donald Trumpestão se preparando para discutir o Irã, Taiwan, inteligência artificial e armas nucleares durante a visita da Casa Branca a Pequim esta semana. A informação foi noticiada pela emissora “Hong Kong 01”, citando autoridades norte-americanas, segundo as quais também está a ser examinada uma extensão do acordo sobre minerais críticos. Os líderes da primeira e da segunda maiores economias do mundo realizarão as primeiras conversações presenciais em seis meses (a última cimeira foi em Busan, na Coreia do Sul, em outubro passado), numa tentativa de aliviar as tensões na frente comercial e avançar no diálogo nas principais frentes de crise no cenário internacional. Trump chegará a Pequim na noite de 13 de maio. No dia seguinte, 14 de maio, o presidente Xi Jinping presidirá uma cerimónia de boas-vindas, seguida de conversações bilaterais. À tarde, Trump fará uma visita ao Templo do Céu e à noite participará numa recepção de Estado, anunciou a vice-porta-voz da Casa Branca, Ana Kelly. No dia seguinte, 15 de maio, Xi encontrará Trump para um chá e um almoço de trabalho, antes do regresso deste último a Washington.

É a primeira viagem do inquilino da Casa Branca à China desde 2017. Segundo fontes norte-americanas, Washington e Pequim deveriam chegar a acordo sobre novos fóruns para facilitar o comércio e os investimentos, enquanto a China poderia anunciar compras ligadas a aviões Boeing, produtos agrícolas e energia dos EUA. Ao mesmo tempo, os dois países discutirão uma possível extensão da trégua comercial que permite o fluxo de terras raras da China para os Estados Unidos, embora ainda não esteja claro se o acordo será prorrogado já esta semana. Entre as questões mais delicadas estão o Irão, Taiwan e as armas nucleares. Os Estados Unidos pressionam a China a usar a sua influência sobre Teerão para chegar a um acordo e pôr fim ao conflito, enquanto permanecem tensões sobre a questão de Taiwan, sendo Washington o principal apoiante e fornecedor de armas da ilha, reivindicada por Pequim.

A Casa Branca informou que as conversações entre os dois líderes serão baseadas nos princípios de “reciprocidade e justiça” e que os temas abordados incluirão o comércio, a segurança, a inteligência artificial e as crises internacionais, mas também o conflito no Golfo e a questão de Taiwan. Um alto funcionário dos EUA, citado pela mídia norte-americana, reiterou que não houve nenhuma mudança na política dos EUA em relação a Taiwan, comentando os rumores segundo os quais Pequim pretende pedir o fim das vendas de armas à ilha. Desde o início do segundo mandato de Trump na Casa Branca, já foram aprovados mais fornecimentos militares para Taiwan do que durante os quatro anos de governo do ex-presidente Joe Biden.

A Casa Branca disse antes da viagem de Trump à China que os dois países pretendem novos acordos comerciais nos sectores aeroespacial, agrícola e energético, bem como a criação de mecanismos permanentes de diálogo sobre comércio, investimento e segurança de inteligência artificial. Trump será acompanhado a Pequim por executivos de grandes empresas norte-americanas. Antes da cimeira, o Secretário do Tesouro Scott Bessent se reunirá com o vice-primeiro-ministro chinês em Seul Ele vive para os preparativos diplomáticos finais.

Durante a visita, Pequim “aproveitará a oportunidade para alertar contra quaisquer medidas incalculáveis ​​ou atos ilegais por parte dos EUA, que continuariam a minar não só a segurança e estabilidade regional, mas também a segurança económica global”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, citado pela agência de notícias “Tasnim”, lembrando que o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, ele foi a Pequim na semana passada para transmitir as posições de Teerã. “Para a China, a estabilidade e a segurança no Golfo Pérsico, no Golfo de Omã e no Extremo Oriente são uma prioridade máxima”, sublinhou Baghaei. A China “está plenamente consciente” de que a guerra no Médio Oriente “foi uma guerra de necessidade. Foi uma guerra imposta ao Irão. Este não foi um incidente repentino, mas sim uma continuação de ações unilaterais dos Estados Unidos que continuam a violar as leis e regulamentos internacionais”, disse o porta-voz.

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.