Paralelamente, a representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Líbia, Hanna Tetteh, é esperada em Misrata nos próximos dias juntamente com a sua vice, Stephanie Khoury, e uma delegação da missão, para uma série de reuniões que envolverão também as cidades de Zawiya e Zintan. O informam as mesmas fontes, segundo as quais a visita está marcada entre terça e quarta-feira. A viagem tem um claro significado político e militar: Misrata representa um dos principais centros de poder no oeste da Líbia e a base do apoio político e militar do primeiro-ministro Abdulhamid Dabaiba; Zawiya é um nó crucial para o controlo da costa oeste, das rotas de migração e das infra-estruturas energéticas; Zintan continua a ser um reduto militar historicamente influente, com posições muitas vezes autónomas em relação ao equilíbrio de poder em Trípoli.
No seu último briefing ao Conselho de Segurança, Tetteh confirmou o início de contactos com “um pequeno grupo de actores” para quebrar o impasse político, esclarecendo que o formato visa “identificar soluções práticas” para iniciar as primeiras etapas do roteiro. O responsável alertou que, “na ausência de progressos suficientes”, a missão poderia propor “opções alternativas baseadas nos acordos existentes” para avançar o processo. Tetteh indicou ainda o início de Junho como horizonte para a conclusão do “diálogo estruturado” promovido pela ONU, que deverá fornecer recomendações úteis para definir um caminho rumo às eleições nacionais.