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15 hábitos surpreendentes que podem acelerar o risco de demência cedo demais

Você já pensou que certos hábitos do cotidiano podem acelerar (e muito!) o risco de demência precoce? Pois é, não é só genética que entra nessa conta e novas descobertas científicas estão aí para provar que, às vezes, mudar o caminho das pedras faz toda a diferença para o destino do cérebro.

O que é demência precoce e por que devemos nos preocupar?

A demência é mundialmente reconhecida como a doença mais frequente entre idosos. Mas e quando ela bate à porta antes do tempo? Chamado oficialmente de Demência de Início Precoce (YOD, na sigla em inglês), esse diagnóstico assusta não só por ser raro, mas por atingir pessoas ainda ativas, muitas vezes em pleno desenvolvimento profissional e com famílias jovens para cuidar. E não estamos falando de poucos casos: centenas de milhares são registrados a cada ano globalmente.

Até bem pouco tempo, a ciência olhava com mais atenção para fatores hereditários – aquela velha história de que “vem de família”. Mas, como destaca um recente estudo publicado pelo portal Science Alert, há outros vilões escondidos na nossa rotina capazes de triplicar as chances da demência se manifestar cedo demais. Ufa! Pelo menos, dessa vez, tem uma notícia boa: várias dessas ameaças podem ser afastadas do seu cotidiano.

Os 15 hábitos e condições de saúde que podem ampliar o risco

David Llewellyn, epidemiologista da Universidade de Exeter (Reino Unido), enfatiza: trata-se do maior e mais preciso estudo já feito sobre o tema. Segundo ele, o mais fascinante é descobrir que existe sim a possibilidade de agir para escapar desse destino nada simpático – basta atacar os fatores certos.

Dentre os riscos associados ao desenvolvimento da demência precoce, destacam-se:

  • Baixo status socioeconômico
  • Isolamento social
  • Problemas de audição
  • Acidente vascular cerebral (AVC)
  • Diabetes
  • Doenças cardíacas
  • Depressão
  • Deficiência de vitamina D
  • Níveis elevados de proteína C reativa (produzida pelo fígado em resposta à inflamação)
  • Presença de duas variantes do gene ApoE4 β54, já associado à doença de Alzheimer

Por outro lado, pesquisadores apontam que maior nível de educação e boa condição física parecem andar de braços dados com a prevenção da demência precoce. Dois aliados que, sejamos sinceros, podem (e devem) entrar no nosso planejamento de vida.

Saúde mental também é peça-chave

Segundo Sebastian Köhler, epidemiologista neurológico da Universidade de Maastricht (Holanda), há muito se sabe sobre fatores de risco modificáveis na demência que aparece na velhice. Mas, para a demência precoce, essa lista detalhada joga luz em pontos antes pouco claros.

Köhler ressalta ainda o papel fundamental da saúde mental nesse cenário, destacando como é importante evitar:

  • Estresse crônico
  • Solidão
  • Depressão

Tudo isso atravessa áreas que vão da biologia à qualidade das relações sociais. Ou seja, há muito além do DNA em ação! Os pesquisadores reforçam: ainda que o estudo não estabeleça relação de causa e efeito direta, ele oferece um panorama mais rico sobre as possíveis origens do problema.

Prevenção: melhor do que remediar (e mais esperançoso!)

Se você já está pensando no ditado “é melhor prevenir do que remediar”— nesse caso, faz todo sentido. Os especialistas destacam que muitos dos elementos que aumentam o perigo da demência precoce são, felizmente, modificáveis. Ou seja, podemos mexer no roteiro e, quem sabe, evitar que esse enredo se concretize.

Steffi Hendriks, neurocientista da Universidade de Maastricht, frisa o impacto devastador da demência precoce na vida de quem ainda está a mil – com emprego, filhos e obrigações correndo lado a lado.

Em resumo: fica claro que olhar para hábitos e condições de saúde é fundamental! Atuar sobre o que é possível traz esperança tanto para quem busca prevenção quanto para quem, infelizmente, já lida com o fantasma da demência bem antes do previsto.

E então, que tal repensar certos hábitos e dar mais atenção à saúde física, social e mental? O cérebro agradece!

Beatriz Marques
Beatriz Marques
Como redatora apaixonada na Rádio Miróbriga, me esforço todos os dias para contar histórias que ressoem com a nossa comunidade. Com mais de 10 anos de experiência no jornalismo, já cobri uma ampla gama de assuntos, desde questões locais até investigações aprofundadas. Meu compromisso é sempre buscar a verdade e apresentar relatos autênticos que inspirem e informem nossos ouvintes.