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União de Sindicatos exige medidas para evitar aumento do desemprego no litoral alentejano

Por a 18 de Novembro, 2020

A União de Sindicatos de Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal, afeta à CGTP, exigiu hoje que o Governo tome medidas para evitar o aumento do desemprego nestes quatro concelhos do litoral alentejano, situação agravada pela pandemia de covid-19.

“O principal problema que temos na região é o desemprego e com todos os custos sociais que isso acarreta, designadamente, ao nível da pobreza extrema que é um fenómeno que tem vindo a agravar-se na nossa região. Na origem desta pobreza crescente está a falta de apoios sociais a muitos trabalhadores que ficaram desempregados e não têm qualquer proteção social”, alertou Hélder Guerreiro, do SITE Sul.

O dirigente sindical falava aos jornalistas à margem de uma concentração junto ao Centro de Emprego de Sines para alertar para a crescente evolução do desemprego nesta região e, após um plenário de representantes composto por dirigentes e delegados sindicais, que esteve hoje reunido no Auditório do Centro de Artes de Sines.

“Isto deve-se à precariedade que regia a maioria dos trabalhadores do Complexo de Sines. A pandemia apenas veio evidenciar este problema que denunciamos há tempo. Vínhamos alertando para uma situação como esta que vivemos hoje, onde não há trabalho, nem em Sines, nem no estrangeiro. A junção destes fatores é quase uma tempestade perfeita e cria um problema muito complicado”, alertou.

A União de Sindicatos aponta para a existência de mais de 900 trabalhadores inscritos no Centro de Emprego de Sines.

“Em Sines serão 983 trabalhadores inscritos no Centro de Emprego, porque depois há outra realidade que é a dos trabalhadores que não estão inscritos, como imigrantes ilegais, trabalhadores que não têm direito ao fundo de desemprego porque não fizeram os descontos que lhe garantia esse direito da proteção social, ou seja estes números são apenas uma parte da realidade”, alertou.

Os representantes dos trabalhadores exigem que se tomem medidas que possam combater esta situação e defendem que a solução passa “pela manutenção dos investimentos” previstos pelas grande empresas do Complexo Industrial de Sines.

“As grande empresas do Complexo Industrial de Sines, que tinham avultados investimentos previstos, devem mantê-los e retomar esses investimentos para gerar mais emprego e o próprio Governo deve tomar medidas para proporcionar e favorecer a criação de emprego no concelho de Sines”, defendeu.

De acordo com Hélder Guerreiro, “o investimento avultado da nova fábrica na Repsol que correspondia praticamente a uma renovação ou duplicação da atual planta industrial e, na refinaria de Sines da Petrogal, tínhamos vários investimentos para dar razão à questão da transição energética, com conversões de unidades que permitissem que a refinaria ficasse mais eficiente energéticamente, e que atualmente estão suspensos”.

“Estão suspensos e devem ser retomados porque sem esses investimentos, no futuro, poderá não haver também refinaria e petroquímica porque são estruturantes neste cenário da transição energética que também está a ser acelerado neste contexto de pandemia”, defendeu.

Para o dirigente, o encerramento da Central Termoelétrica de Sines, surge no extremo oposto daquilo que tem vindo a ser defendido pelos sindicatos uma vez que no entender “não há nenhuma razão ou evidência técnica e cientifica que obrigue a central a encerrar em 2021”.

“Pode perfeitamente encerrar em 2022/23 e não põe em causa a descarbonização e a transição energética. Em face disto, o Governo deve adiar o encerramento da Central Termoelétrica para não agravar ainda mais a situação de desemprego que já se vive e que, com o prolongar da pandemia, irá agravar-se concerteza”, concluiu.


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