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Pedro Velosa

Pedro Velosa

Nascido a 29 de Janeiro de 1979 em Évora (Sé), filho de Maria Emília Costa Deocleciano Noronha Velosa e João Luis Noronha Velosa, solteiro.

Com raízes familiares, de uma das partes bem vincada em Africa, por coincidência ou não. sempre tive como sonho a participação na mais louca, dificil e maior maratona do mundo – O Rally Dakar, (hoje são 4 as vezes que estive à partida..)

Apaixonado por viagens ao continente africano, quer pela essência do todo-o-terreno como disciplina, quer pelas imagens que via do Rally Dakar na TV, desde muito cedo tive a certeza de que era precisamente aquilo que um dia queria fazer.

Durante os tempos académicos, onde estudei Ciências Químicas do Ambiente, tive a oportunidade de me juntar ao grupo liderado por José Megre, como colaborador na organização de provas, eventos e expedições.

Em 1999 tive a primeira experiência em competição, num Nissan Terrano II, estava aberta a porta…

Em 2008, depois de acumular alguma experiência com o organizador, fui convidado pela Lagos Sport para fazer os percursos e road-book do Dakar Series, em Portugal. Mais, tive a única oportunidade de decidir onde iria passar o Dakar (o meu sonho, e até então não tinha tido a oportunidade de entrar). Se por um lado, pessoalmente ainda não tinha conseguido entrar no Dakar, esta seria a oportunidade de trazer o Dakar até mim, até junto dos meus amigos e até ao meu Concelho, Santiago do Cacém.

Foi muito bom ver como o Munícipio recebeu, o que para mim estaria acima de tudo – Terra Única. Obrigado a todos os que fizeram com que fosse possível.

A partir dai a minha carreira desportiva teve mais expressão a nível internacional, e sentia que estava cada vez mais próxima a hora de entrar na maior maratona e um desafio humano incrível, a todos os níveis.

Em 2008, o sonho tona-se realidade, mas depressa, muito depressa o maior pesadelo de toda a minha vida. Estava à partida do Lisboa-Dakar, à partida do meu sonho, no meu país (que incrível), e a poucas horas da partida o Dakar foi cancelado. Nunca em 30 anos de história se havia conhecido tal decisão, foi um rude golpe e fez-me pensar muito! Sofri mais do que toda a espera, mas, fiquei com uma certeza ainda maior, era ali que queria estar! Não ia desistir..

Finalmente em 2011, recebi um convite para estar presente no Dakar, desta feita na América do Sul.

Em 2012, na equipa BP Ultimate / Vodafone Team, a fazer equipa com o Miguel Barbosa, chegou parte da recompensa, e sagrei-me Campeão Nacional de Todo-o-Terreno, e vencedor da Troféu José Megre, algo que me deixou bastante satisfeito e grato e emocionado, pois foi precisamente José Megre um dos responsáveis pela minha paixão e dedicação a esta modalidade.

Em 2013, recebi um convite da equipa de referência a nível mundial, a alemã X- Raid (Mini), a melhor e maior equipa do momento do panorama internacional de todo-o-terreno, e voltei ao Dakar. A fase de aprendizagem nunca acaba, e na X-Raid tenho a consciência que ao trabalhar com os melhores do mundo (ex: Stephane Peterhansel, Nani Roma, Nasser Al-Attiyah, etc..), foi um contributo brutal para evoluir desportivamente e disciplinarmente.

Hoje são quase 20 anos de alta competição, muita dedicação, muitos sacrifícios e o lutar por um sonho que ainda hoje tenho o maior respeito e orgulho.

O sonho esse, também foi crescendo, e hoje, adoraria fazer o Dakar de moto, é a única categoria que me falta entrar no Dakar, e logo aquela que mais me identifico.. fica para um dia, talvez fazer história no meu próprio sonho.. não há muitos pilotos a terminar o Dakar, muitos menos em todas as categorias.. eu acho e tenho a convicção e “mania” que essa é a minha zona de conforto. Talvez um dia, um Português em todas as categorias do Dakar.. e de Santiago do Cacém!

Este ano (2017), juntamente com Ruben Faria (piloto Português melhor classificado no Dakar – 2º lugar absoluto em 2013), iniciamos um projeto na nova categoria SSV no Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno. Ambos temos no Dakar o nosso habitat natural, por isso e até lá, vamos fazer tudo para poder estar presentes à partida de mais um Dakar em 2020.. Insha´Allah

Passei muito anos quase como nómada, sem lugar certo, passava períodos aqui e ali… É o preço de um sonho, do qual nada estou arrependido de ter vivido da forma que vivi. Hoje faria precisamente o mesmo.



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