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Comerciantes do Mercado de Cercal do Alentejo queixam-se da subida dos preços

Escrito por em 3 de Abril, 2023

A inflação tem levado cada vez mais portugueses a fazerem uma gestão criteriosa dos bens alimentares e nem mesmo o cabaz IVA 0% parece deixar os consumidores mais descansados.

No Mercado de Cercal do Alentejo, os poucos comerciantes notam a subida dos preços dos bens essenciais, como a fruta e legumes, contou à rádio M24 Lina Cópio que já vende naquele espaço há mais de 40 anos.

Os preços “têm mesmo aumentado muito, tudo o que é verduras, brócolos, couve aumentou muito, mas já está a descer, já não é tanto quanto era. A altura pior foi há um mês atrás, chegava a vender os brócolos a 2 a 2,5 euros e houve alturas em que tive de os vender a 4 euros, mas agora já baixaram para dois e tal, três euros”.

Sobre o cabaz IVA Zero, a empresária acredita que terá pouco efeito nos bolsos dos consumidores.

“Acho que estes 6% que eles vão tirar, não dão nada, porque em coisas que se vendam a 1 euro, 6% dá um cêntimo”, argumentou.

Os seus clientes ainda acreditam que os preços “vão descer”, mas “não é tanto como elas pensam”, considera.

Ainda assim, a comerciante diz que “as pessoas podem comprar menos, mas compram na mesma”.

Também na banca do peixe, as queixas dos comerciantes se repetem. Entre os poucos clientes que passam pelo espaço, Joaquina Oliveira diz que a maioria opta pelo peixe mais barato, para compensar os aumentos.

“Compram menos e alguns que levavam um peixinho melhor, optam por um peixe mais económico. Antes levavam uma dourada ou uma safia e agora levam carapau ou sarda. Dizem que a vida está cara e que o orçamento não chega”, relatou.

Nos últimos meses, “os peixes mais grossos, como a safia, a dourada, safio e robalo, salmão e lula, aumentaram muito e as pessoas deixaram de consumir ou levam para uma criança”, adianta.

Entre os clientes, sejam mais novos ou idosos a viverem da reforma “todos se queixam do mesmo”.

“Uns é porque as reformas são curtinhas, os outros subiu a renda da casa, subiram os empréstimos, subiu tudo, portanto acabam por ficar na mesma situação”, disse.

A proposta de lei do Governo que isenta de IVA uma lista de produtos alimentares foi, na terça-feira, enviada para a Assembleia da República, com o diploma a detalhar que a medida inclui legumes, carne e peixe nos estados fresco, refrigerado e congelado.

Depois de aprovada pela Assembleia da República e promulgada pelo Presidente da República, o retalho e distribuição alimentar disporá de 15 dias para refletir esta isenção do IVA nos preços de venda ao público, após a publicação em Diário da República.


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