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Utentes protestam em Sines contra “falta de recursos humanos” e em “defesa dos serviços públicos”

Por a 2 de Junho, 2021

O coordenador da comissões de utentes do litoral alentejano, Dinis Silva, apontou hoje a “falta de recursos humanos” com um dos maiores problemas dos serviços públicos do litoral alentejano.

“A falta de recursos humanos e de profissionais suficientes para assegurar os vários serviços públicos existentes no litoral alentejano é um dos maiores problemas que encontramos e o que é transversal a todos os concelhos”, avançou Dinis Silva.

O porta-voz das comissões de utentes falava aos jornalistas à margem da ação de luta “Agir em defesa dos Serviços Públicos”, que se realizou hoje, ao final do dia, no Jardim das Descobertas, em Sines, e que contou com algumas dezenas de utentes, autarcas e profissionais de saúde.

A concentração foi marcada pela Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do concelho de Sines.

“No Hospital do Litoral Alentejano faltam médicos, faltam cerca de 100 enfermeiros e há debilidades na resposta aos vários serviços, com tempos de espera muito elevados. Sabemos que existe um médico cardiologista para 100 mil utentes e na especialidade de ortopedia, há médicos que já pediram a reforma e não há quem os substitua”, adiantou.

Também na educação “há falta de auxiliares nas escolas”, acrescentou o responsável, dando ainda como exemplo outros setores “como a justiça” e “os serviços de correio” onde “subsiste a falta de profissionais”.

Na cidade de Sines, “há locais em que o carteiro só lá vai uma vez” e “há serviços entregues a empresas privadas que pagam miseravelmente aos trabalhadores quando esses profissionais deveriam ser integrados nos serviços dos CTT – Correios de Portugal”, criticou.

Estes problemas “agravaram-se com a pandemia de covid-19”, notou o coordenador, apontando para o “encerramento da Unidade de Convalescença” do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, e exigindo “a sua reabertura”.

De acordo com Dinis Silva, nos cinco concelhos do litoral alentejano, “há problemas físicos nas várias extensões de saúde” e “outras foram encerradas e ainda não reabriram”, como é o caso da extensão de saúde de São Francisco da Serra, no concelho de Santiago do Cacém, que tem “cerca de 700 utentes”.

Na última de quatro ações que as comissões têm vindo a realizar desde março nos concelhos de Alcácer do sal, Grândola e Santiago do Cacém, os utentes reivindicaram ainda “a colheita de amostras para os Meios Complementares de Diagnóstico no Centro de Saúde de Sines, a contratação de profissionais para o regular funcionamento dos diversos serviços públicos e o cumprimento dos tempos de espera de consultas e cirurgias no HLA.

“A construção de um Terminal Rodoviário no concelho de Sines, a reativação da linha ferroviária de passageiros de Sines a Ermidas-Sado, a redução dos preços da energia (Eletricidade e Gás), melhorias na distribuição postal e a nacionalização da empresa CTT“, foram outras das exigências.

Foi aprovada uma resolução que será enviada para o Governo, Assembleia da República e Administração Regional de Saúde do Alentejo, CTT – Correios de Portugal e Comboios de Portugal “na esperança de que sejamos ouvidos e que os serviços sejam reativados”, concluiu.


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