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Trabalhadores voltam a exigir fim da “ultra-precariedade” no Complexo Industrial e Portuário de Sines (c/áudio)

Por a 3 de Março, 2020

Os trabalhadores da manutenção voltaram a exigir hoje o “estabelecimento do valor mínimo da hora de trabalho, nos 21 euros” e o fim da “ultra-precariedade” no Complexo Industrial e Portuário de Sines.

 

Num plenário, que se realizou esta manhã na portaria principal da refinaria de Sines da Petrogal, e que contou com a presença de cerca de 300 trabalhadores do setor metalúrgico, foi apresentado o caderno reivindicativo, aprovado em 19 de fevereiro, a exigir melhores condições laborais.

Pedro Carvalho, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul (SITE Sul), explicou à rádio M24 que os trabalhadores reclamam “igualdade de direitos”

 

 

No caderno reivindicativo, os trabalhadores exigem que seja dada “prioridade à contratação local, um valor mínimo para a hora, que se deve fixar nos 21 euros, a incorporação dos trabalhadores precários nos quadros das empresas quando estes desempenham funções permanentes e melhorias ao nível das condições de higiene e segurança no trabalho”.

De acordo com o dirigente, “é urgente acabar com a ultra-precariedade” que existe no setor metalúrgico do Complexo Industrial e Portuário de Sines que “engloba perto de 5 mil trabalhadores” que prestam serviço “em empreitadas e trabalhos de manutenção”.

 

 

O sindicalista diz que “há um grande número de trabalhadores” que prestam serviço neste complexo “sem qualquer tipo de direitos” e acusa a Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT) de “não agir em conformidade e atuar”.

O porta-voz dos trabalhadores admite a realização de “manifestações, greves, mobilização de trabalhadores nas portarias das empresas” para “demonstrarem a sua insatisfação e descontentamento”.

 

 

No final do encontro, o SITE Sul voltou a convocar novo plenário, para a penúltima semana de março, na portaria da refinaria de Sines da Petrogal para discutir com os trabalhadores “o resultado dos contactos efetuados com as principais empresas” do Complexo Industrial e Portuário de Sines.


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