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Trabalhadores da Petrogal decidem prolongar greve até final de maio

Por a 11 de Março, 2019

Os trabalhadores da refinaria de Sines da Galp decidiram prolongar a greve, que teve início em janeiro deste ano, até ao próximo mês de maio em resposta “à campanha repressiva” e “à falta de diálogo” da empresa.

A decisão de prolongar a greve por mais dois meses foi tomada, na última semana, durante um plenário de trabalhadores revelou à rádio M24, Helder Guerreiro, da comissão de trabalhadores.

“Os trabalhadores tomam a decisão de prolongar a greve por mais dois meses em resposta à postura que a administração continua a ter de intransigência e de recusa de negociação de um novo acordo que seja justo e não uma imposição de um quadro de direitos inferior ao que os trabalhadores sempre tiveram”, acrescentou.

Por outro lado, adiantou o dirigente, o novo período de greve, “é também uma resposta à campanha repressiva que a administração tem feito sobre os trabalhadores com processos disciplinares”.

No plenário, onde participaram cerca de 80 trabalhadores, foi ainda votado a realização de uma ação de protesto, no próximo dia 22 de março, junto à sede da empresa, em Lisboa.

“Os trabalhadores irão de viva voz manifestar o seu descontentamento e a sua indignação que leva a que esta greve dure há tempo e com uma participação dos trabalhadores que é digna de registo”, acrescentou o representante dos trabalhadores.

De acordo com o dirigente, o novo pré-aviso de greve será de dois meses para “impedir que o Ministério do Trabalho emita um despacho anti-greve ajustando os despachos dos serviços mínimos às necessidades da empresa”.

“Emitindo um só período de greve para dois meses reduza a margem de manobra do Ministério no condicionamento da greve dos trabalhadores da Petrogal”, concluiu.

Além de serem contra o fim da caducidade da contratação coletiva na refinaria de Sines, os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho e a reposição de direitos, como os prémios de produtividade e regularidade, regime de reformas, folgas e férias, e subsídios de infantários.


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