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SIM/Alentejo pede intervenção urgente da Ministra da Saúde no Litoral Alentejano

Por a 22 de Julho, 2019

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) apelou  à “intervenção urgente” da ministra da Saúde para resolver o problema da falta de especialistas no Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém.

Em comunicado, o SIM/Alentejo refere que se “tem verificado a degradação progressiva dos cuidados de saúde” no litoral alentejano com “a perda sucessiva de valências a nível de especialidades hospitalares”.

Em declarações à rádio M24 o secretário regional do SIM no Alentejo, Armindo Ribeiro, explicou que “os problemas continuam a agravar-se” na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) “com a falta de novos especialistas”, devido à “incapacidade do Governo em melhorar os incentivos à fixação dos médicos nas zonas mais carenciadas”.

A ULSLA não tem capacidade, neste momento, de manter médicos especialistas, tanto nas áreas cirúrgicas como nas áreas médicas e isso faz com que estes saiam da nossa unidade local de saúde para outros hospitais”, criticou.

O dirigente do SIM deu como exemplo a “saída do único gastroenterologista ” da ULSLA, que, em abril deste ano, considerou “que não existiam condições para continuar o seu trabalho”, apesar “do esforço imenso do quadro médico em tentar arranjar alternativas e outros profissionais de saúde da mesma especialidade”.

Temos ainda o caso da urologia que está em risco de sair do Hospital do Litoral Alentejano, segundo o conselho de administração da ULSLA, devido à falta de condições para que o urologista continue a fazer operações”, especificou.

No comunicado, o SIM adianta ainda que “está em risco iminente” a “perda da especialidade de neurologia” e alerta para a “inexistência de pediatras no serviço de urgência de pediatria” do Hospital do Litoral Alentejano.

Estamos a perder especialidades cujas contratações são já muito difíceis e a falta de investimento ao nível destas especialidades faz com que haja uma degradação enorme na prestação dos cuidados de saúde, no seguimento dos doentes oncológicos e no agravamento das condições de saúde da população”, referiu.

A “degradação dos serviços” prestados nos centros de saúde, “com a crescente contratação de médicos não especialistas, que ocupam as vagas de médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar”, é outra das preocupações levantadas pela estrutura do Alentejo do Sindicato Independente dos Médicos.

Aos olhos do Governo parece que não há falta de médicos, mas de facto há médicos indiferenciados que por todo o excelente trabalho que possam fazer não podemos continuar a permitir que sejam considerados como médicos de Medicina Geral e Familiar”, sublinhou.

Considerando tratar-se de “uma situação preocupante” para uma região “onde habitam 100 mil pessoas” e cujo número “aumenta exponencialmente no verão e nas épocas festivas”, o secretário regional do SIM indicou que o número de profissionais de saúde não acompanha este crescimento.

Isto faz com que a qualidade e os tempos de espera para o tratamento aumentem. Além disso, ano após ano, o tempo de espera para consultas e cirurgias vai aumentando e naturalmente a população demonstra a sua indignação”, concluiu.


Opinião do Leitor

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