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Regantes de Campilhas e Alto Sado falam em “ano de calamidade” devido à falta de chuva (c/áudio)

Por a 26 de Março, 2019

A associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado (ARBCAS), prevê “um ano de calamidade” na próxima campanha agrícola devido à falta de água nas barragens da região.

 

Ouvido pela rádio M24, o vice-presidente da associação de regantes, Ilídio Martins, diz que este vai ser o ano mais difícil desde 2016 porque não há reservas nas albufeiras de Campilhas e Fonte Serne, no concelho de Santiago do Cacém, e de Monte da Rocha, em Ourique.

 

Segundo o responsável da ARBCAS, no concelho de Santiago do Cacém (Setúbal), com os níveis de água “tão baixos”, e mais de 3.700 hectares sem água para cultivo, na campanha primavera/verão, os agricultores anteveem um cenário de calamidade.

 

A chuva que caiu em março do ano passado permitiu “fazer uma campanha a 90 por cento” e apenas “uma pequena área” dos dois aproveitamentos de Campilhas e Fonte Serne, que fornecem o Vale de Campilhas e o Vale Diogo, no município de Santiago do Cacém, “foi afetada”.

Este ano, diz o responsável, o cenário é muito pior.

 

Com um total de 6.500 hectares de área de cultivo, o responsável da associação de regantes, mantém “a esperança de que venha a ocorrer alguma precipitação”, para alterar o atual cenário de seca que poderá comprometer as culturas de tomate e de arroz.

 

As barragens de Campilhas e Fonte Serne, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, apresentam um armazenamento de água de 16,3% e 33,8%, respetivamente, enquanto que na barragem de Monte da Rocha, em Ourique, no distrito de Beja, o armazenamento de água situa-se nos 11,8 por cento.


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