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PCP “fará a festa do Avante!” garante Jerónimo de Sousa num comício em Grândola

Por a 29 de Agosto, 2020

O secretário-geral do PCP voltou a garantir que o partido “fará a Festa do Avante!” apesar dos que “se assanham” contra a sua realização, considerando tratar-se de “uma violenta ofensiva” contra uma festa “onde estão garantidas condições de segurança e tranquilidade”.  

“Faremos a Festa do Avante! porque ela se assume, no contexto político excecional que vivemos, um valor acrescido na afirmação da nossa vida democrática e o seu êxito será um contributo para a luta do nosso povo, para combater o medo, a resignação e dar força à luta em defesa dos salários, do emprego e dos direitos”, reforçou Jerónimo de Sousa durante um comício que se realizou ontem no Jardim 1.º de Maio, em Grândola.

O líder comunista não compreende “que os autores materiais do ataque ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao seu subfinanciamento e privatização, os ataques aos utentes, os que congelaram salários, venham hoje falar de moralismo e de medidas sanitárias”, quando se sabe que “os serviços públicos de saúde foram praticamente destruídos”.

“Coloquemos as máscaras no nosso rosto, protejamo-nos, mas não nos tapem os olhos em relação à situação social, ao desemprego, aos baixos salários, à ruína dos pequenos e médios empresários”, prosseguiu.

Segundo Jerónimo de Sousa, “muitos dos problemas que se agravaram nestes tempos de epidemia não encontraram resposta nas políticas do Governo, nomeadamente as medidas necessárias para impedir a destruição da vida daqueles que perderam o emprego e o salário”.

A este propósito exemplificou problemas como “aqueles que esta região [do litoral alentejano] enfrenta e que continuam também sem resposta”, referindo-se aos despedimentos na Petrogal (Sines), e Lauak (Grândola), e à exploração de mão- de- obra imigrante.

Problemas que, prosseguiu, “continuam também sem resposta, apesar de ser uma região cujas potencialidades estão à vista com um dos maiores complexos industriais e o maior porto de águas profundas do país, com uma ampla zona agrícola regada pelo Mira cheia de potencialidades”.

“A verdade é que o desemprego cresce todos os dias fazendo desta sub-região a segunda maior do país em termos de crescimento do desemprego, comparativamente a julho do ano passado, os despedimentos prosseguem como é exemplo na Petrogal ou na Lauak, a exploração de mão-de-obra imigrante torna-se um escândalo, os transportes públicos escasseiam, deixando populações inteiras sem mobilidade, os problemas da saúde aumentam com a falta de profissionais no Hospital do Litoral Alentejano e nos restantes serviços de saúde”, criticou Jerónimo de Sousa.

 


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