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SIM critica cedência de terrenos para expansão da pedreira de Monte Chãos em Sines

Por a 23 de Dezembro, 2019

O vereador do movimento SIM manifestou hoje a sua oposição à decisão do município de Sines em ceder cerca de 48 hectares de terreno à Administração do Porto de Sines (APS), para a expansão da pedreira de Monte Chãos nas proximidades de uma zona urbana.

A proposta foi aprovada na reunião do executivo municipal, de maioria socialista, e mereceu o voto contra do SIM e a abstenção da CDU, tendo o vereador do movimento Sines Interessa Mais apresentado uma declaração de voto  a questionar sobre as razões que levaram a esta tomada de posição.

“A Câmara apresentou uma proposta para a cedência de alguns terrenos à APS, entidade titular do direito de exploração da pedreira, no sentido de precaver a futura expansão da pedreira para extrair pedra para o alargamento do terminal sul e construção do terminal Vasco da Gama”, explicou o vereador do SIM, Paulo Beliche.

De acordo com o autarca, na previsão do alargamento da pedreira, “existem terrenos na direção da cidade” de Sines e o “limite que aparece na planta da proposta vai ficar a menos de 200 metros da Escola Básica nr.º 3, da Escola Secundária Poeta Al Berto e também da parte superior da Zona Industrial nr.º 2”.

“Parece-nos que é uma distância muito reduzida que põe claramente em risco as edificações mais próximas e não só, porque a experiência diz-nos que os rebentamentos são extremamente fortes e são sentidos por toda a cidade”, alertou.

Apesar de considerar “imprudente” o alargamento da pedreira na direção da cidade, o movimento SIM não se opõe à exploração da pedreira para a extração de pedra com vista às futuras obras do porto de Sines, esclarece o vereador Paulo Beliche.

Na declaração de voto, apresentada na reunião do executivo municipal, o movimento SIM questiona a autarquia sobre a possibilidade de explorar apenas a vertente sul do maciço de Monte Chãos, salvaguardando o impacto que a exploração da pedreira, pelo método de explosões, poderá causar na zona do Alcarial.

“Se a pedreira avançar até ali fica a menos de 200 metros da escola e agora imaginemos o que é um rebentamento a esta distância. Para tirar rocha de grandes dimensões não podem usar pouca quantidade de explosivos”, acrescentou o autarca que alerta ainda para a possibilidade de as áreas cedidas serem devolvidas à posse do município após a exploração da pedreira.

Na declaração de voto, o SIM, questionou o município “se o PARP (Plano Ambiental e de Recuperação Paisagística) já tem ações concretas previstas ou se arrisca receber de volta um “grande buraco” do como foram calculados e estabelecidos os valores a receber pelo município no ato da assinatura do contrato promessa e com a outorga do contrato definitivo”.

Contactado pela rádio M24 o presidente da Câmara Municipal de Sines remeteu para depois da reunião extraordinária da assembleia municipal de Sines, agendada para sexta-feira, declarações sobre o assunto.


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