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IP e Repsol assinam protocolo para reabilitação do Ramal da petroquímica em Sines

Por a 4 de Agosto, 2021

A Infraestruturas de Portugal (IP) e a Repsol assinaram hoje um protocolo para a reabilitação do Ramal da Petroquímica em Sines, num investimento estimado de cerca de seis milhões de euros cuja conclusão está prevista em 2024.

 

O protocolo foi assinado, numa cerimónia realizada na sede da IP, que contou com a presença do secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, do diretor-geral do complexo petroquímico da Repsol, Arsénio José Salvador  e do presidente da IP, António Laranjo.

Segundo a Infraestruturas de Portugal, em comunicado, este investimento inclui a renovação integral da superestrutura de via, num troço com cerca de 7 quilómetros, a construção de uma nova concordância com cerca de 1 km e respetiva eletrificação e a instalação de sistemas de sinalização eletrónica e de telecomunicações.

A reabilitação do Ramal de Sines e o Ramal da Petroquímica vai permitir a ligação das instalações da Repsol à Rede Ferroviária Nacional, tanto para Espanha como para o Terminal XXI no Porto de Sines.

“O investimento efetuado pela IP será totalmente amortizado pelo pagamento da taxa de uso associado aos comboios de e para as instalações da Repsol”, especifica.

Este investimento no ramal da petroquímica de Sines é explicado pela ampliação da unidade industrial de Sines da Repsol que vai criar duas novas fábricas de Polímeros, num investimento de cerca de 650 milhões de euros que tem sido apontado como o “maior investimento industrial” da última década, prevendo-se a criação de 75 novos empregos permanentes e cerca de 300 indiretos.

“Com a construção destas duas novas unidades está previsto um aumento da produção destinada à exportação para mais do triplo do atual, e a ferrovia assumirá um papel preponderante nesse transporte, estimando-se um tráfego de oito comboios por semana para Espanha e de quatro comboios por semana para o Terminal XXI do Porto de Sines”, lê-se no comunicado.

“O investimento em curso no Corredor Internacional Sul teve um papel muitíssimo relevante na decisão da Repsol, dado o peso das exportações para Espanha destas duas novas fábricas”, realça a IP.

Neste corredor está em curso a construção da nova Linha entre Évora e a fronteira/Caia com cerca de 80 quilómetros, que irá aumentar a competitividade do transporte ferroviário de mercadorias, viabilizando a redução do percurso entre o Porto de Sines e a fronteira de Espanha em cerca 140 quilómetros, ou seja 03:30, a circulação de comboios de mercadorias com 750 metros, o aumento da capacidade de 36 comboios/dia /400 m) para 51 (750m), mais do triplo e a redução do custo de transporte entre o Porto de Sines e a Fronteira em cerca de 50% (28% percurso, 23% aumento comprimento comboios).

 


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