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Grândola inaugura no sábado Núcleo Museológico de São Pedro

Por a 5 de Abril, 2021

O Núcleo Museológico de São Pedro, futuro local de investigação e divulgação da memória coletiva e de salvaguarda do património histórico e arqueológico do concelho de Grândola, vai ser inaugurado no próximo sábado, anunciou hoje o município.

O Núcleo Museológico de São Pedro resulta da recuperação da antiga Igreja de São Pedro, edifício dos finais do século XVI, e da antiga Central Elétrica, situados no centro tradicional da vila, num investimento global de 900 mil euros que contou com financiamento europeu na ordem dos 600 mil euros.

“Trata-se de um núcleo dedicado à arqueologia e à história de Grândola e faz parte de um conjunto de museus polinucleados que queremos ter neste concelho”, disse o presidente da Câmara de Grândola, António Figueira Mendes que considera este investimento “uma mais valia do ponto de vista cultural e uma forma de mostrar a nossa história”.

De acordo com o autarca, no espaço museológico, que pretende “acolher exposições de longa duração e temporárias, assim como as reservas museológicas do município”, vai ser possível observar “peças arqueológicas, fotografias, desenhos e textos que vão contar a nossa história, desde as Ruínas Romanas de Troia à atualidade”.

A abertura deste núcleo ao público vai “contar com uma pequena surpresa que ainda não pode ser revelada, relacionada com uma peça da atualidade”, revelou Figueira Mendes, acrescentando que, durante este ano, “não serão cobradas entradas” no museu que “vai implementar todas as medidas de segurança” devido à pandemia de covid-19.

O Museu conta com uma área total de 200 metros quadrados onde foi construída uma zona de exposições, “que ocupa a antiga nave e o altar-mor, e duas salas laterais dedicadas à exposição de longa duração, onde serão retratados lugares e exibidos artefactos datados desde o Paleolítico ao século XX”, explica a autarquia em comunicado.

Numa terceira sala lateral, dedicada a exposições temporárias, ficarão patentes, numa primeira fase, fotografias da coleção Martins & Máximo. O espaço alberga ainda um pequeno auditório para a projeção de um filme alusivo à história do concelho de Grândola.

“No seu interior, o visitante é convidado a empreender uma viagem sem precedentes ao longo dos diferentes períodos históricos, por vestígios materiais deixados por comunidades de antanho, desde os antigos caçadores recoletores até aos tempos do Llugar da Gramdolla”, lê-se no comunicado.

Segundo o autarca, nos próximos anos “pretendemos criar vários núcleos com temáticas diversas. Este museu é dedicado à arqueologia e à história, mas temos um outro projeto em curso dedicado à etnografia, num edifício histórico que está a ser remodelado, e queremos ainda criar um outro núcleo ligado ao 25 de Abril”.

“Há dois anos abrimos a Casa dos Produtos Endógenos, que é a recriação e o aproveitamento de uma adega, também ligada às nossas tradições, e admitimos que a cortiça, ligada à história do nosso desenvolvimento, possa vir a ser uma outra vertente”, adiantou.

A abertura daquele espaço, que coincide com o início do plano de desconfinamento, está prevista para o próximo sábado, às 09:30, podendo ser visitado de segunda a sábado, das 09:30 às 13:00 e das 14:00 às 17:00, mediante marcação prévia com um limite de 10 pessoas em simultâneo.


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