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Festival Músicas do Mundo arranca esta quinta-feira em Porto Covo

Por a 18 de Julho, 2019

O Festival Músicas do Mundo arranca, esta quinta-feira, em Porto Covo com algumas novidades na 21.ª edição como a redução para 3 dias na aldeia turística do concelho de Sines, mais diversidade nas iniciativas paralelas e o regresso do ciclo de cinema e das conversas célebres com músicos e escritores.

Organizado pela Câmara Municipal de Sines, o festival, que tem sido distinguido com vários prémios internacionais, regressa este ano com um cartaz “muito interessante”, revelou o presidente do município que pretende no futuro “misturar algumas figuras de cartaz com bandas desconhecidas” que no seu entender “farão desta edição uma das mais completas e importantes de sempre”

A partir de hoje em Porto Covo, local emblemático do festival, onde nos últimos anos o público tem assistido a grandes concertos que rivalizam com o Castelo de Sines, o palco principal do evento da ‘world music’, e onde o autarca acredita existir uma “dinâmica muito importante em termos económicos e turísticos”

Dos primeiros três dias, em Porto Covo, o destaque vai para o concerto da gambiana Sona Jobarteh, “uma mulher no kora”, instrumento tipicamente tocado por homens, de JP Bimeni, do Burundi, com uma vida marcada pela guerra civil entre hutus e tutsis, esta quinta-feira, 18 de julho.

Na sexta-feira, 19, o destaque vai para a brasileira Luedji Luna, “uma combatente na questão da mulher negra”, e para o nigeriano Keziah Jones, “um homem da luta” também, que se juntam a um invulgar quinteto de mulheres sul-coreanas (The Tune).

No sábado, 20, The Wanton Bishops ajudam a desconstruir ideias feitas, tocando blues de Beirute, capital do Líbano.

Entre domingo e terça, acontecem os “dias simples e calmos” de Sines, com as atenções a recaírem nas atuações de Tété e Sara Alhinho (dia 22), mãe e filha cabo-verdianas, Flávia Coelho (dia 22), o encontro de Bruno Pernadas, Norberto Lobo e Marco Franco, com o disco Montanhas Azuis, dia 23, a “artista emergente” Blu Samu (dia 23), que vive na Bélgica, mas tem raízes portuguesas e cabo-verdianas e The Venopian Solitude (dia 23), da Malásia, grupo liderado por uma mulher de véu islâmico, que toca música pop.

Na quarta-feira, que habitualmente marca a enchente crescente do festival, a organização destaca a belga Melanie de Biasio (dia 24) e a banda ganesa Santrofi, que está a fazer a primeira digressão.

A 25, porque é Dia Nacional da Galiza, a Banda das Crechas abre as hostes no Castelo. Nesse mesmo dia, os britânicos Kokoroko estão a despertar “uma grande curiosidade”, liderados por três mulheres nos metais.

A Palestina continua no FMM “de pedra e cal”, com Le Trio Joubran (dia 25).

O dia 26 tem Chico César, e, ainda do Brasil, o “rap muito forte, de Rincon Sapiência. Omar Souleyman, “o velho sírio”, que já passou por muitos sítios em Portugal, estará em Sines pela primeira vez (dia 26) e o coletivo de Brooklyn Antibalas.

Dia 27 será marcado pelo “grupo coral seminal” sul-africano Ladysmith Black Mambazo, que atua “há gerações”, e pela Batida (Angola/Portugal), com o espetáculo Ikoqwe, que vai “encher de ironia, contra o racismo”, o Castelo de Sines. 

Os ‘bad boys’ jamaicanos Inner Circle, que eram para ter vindo no ano passado, são esperados nesta edição, dia 26, mas “a não perder” está, para Carlos Seixas, a marrabenta do moçambicano António Marcos, que veio a Sines nos primeiros anos, integrado num grupo, mas que agora se apresenta em nome próprio (dia 27).


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