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Eurodeputados comunistas questionam Bruxelas sobre encerramento da Central Termoelétrica de Sines

Por a 16 de Janeiro, 2021

Os eurodeputados comunistas portugueses questionaram esta semana a Comissão Europeia sobre o encerramento da Central Termoelétrica de Sines, na sexta-feira, com o despedimento dos trabalhadores indiretos.
“Que instrumentos poderão ser utilizados para que os trabalhadores (os do quadro da EDP e os indiretos) afetados não sejam colocados numa situação de desemprego, mas em trânsito, garantindo requalificação profissional, rendimentos e reintegração em novas unidades produtivas da EDP o mais rapidamente possível”, questionam os eurodeputados comunistas.

A EDP encerrou sexta-feira a central termoelétrica de Sines, um fecho antecipado devido à deterioração das condições de mercado, iniciando-se a desativação dos equipamentos e posterior desmantelamento da infraestrutura com 35 anos.

Com uma potência instalada de 1.256 MW, a central a carvão de Sines chegou a abastecer um terço da eletricidade consumida em Portugal, no início dos anos 90, e foi perdendo peso com o crescimento das energias renováveis, tendo assegurado apenas 4% do consumo elétrico em 2020, segundo dados da REN.

A central tem 107 trabalhadores diretos, com os quais está a ser negociado “um conjunto de diferentes opções”, desde a passagem a reforma ou pré-reforma ou o acesso a oportunidades de mobilidade dentro do grupo, segundo fonte oficial da EDP.

A decisão de encerramento da central a carvão de Sines “já está a provocar o despedimento dos trabalhadores indiretos (cerca de 100 já foram notificados do seu despedimento) e outros prestadores de serviços, e será expectável que tenha outros impactos negativos no emprego da região”, alertam.

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