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Enfermeiros da ULSLA ameaçam com greve para exigir reforço das equipas e descongelamento das carreiras

Por a 30 de Janeiro, 2020

Os enfermeiros da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) ameaçam avançar para a greve, a 28 de fevereiro, caso não haja reforço das equipas para garantir a abertura das novas instalações do serviço de urgência do Hospital do Litoral Alentejano (HLA) e não sejam descongeladas as progressões na carreira.

Os enfermeiros que estiveram reunidos, esta quinta-feira, em plenário com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), entregaram uma moção ao conselho de administração (CA) da ULSLA a exigir a aplicação destas medidas.

Em declarações à rádio M24 Zoraima Prado, do SEP, revelou que em causa está “a intenção de abertura do novo serviço de urgência (SU) sem que tenha sido contratado nenhum enfermeiro para reforço de equipa quando são necessários admitir 15 destes profissionais”.

Segundo a responsável, a falta de enfermeiros, que “já obriga a um trabalho extraordinário, não se restringe ao serviço de urgência” da unidade hospitalar que serve uma população de 100 mil pessoas, sendo “uma carência geral” da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), onde se integra o HLA.

“Aquilo que estão a reivindicar é que haja mais evolução de enfermeiros na instituição sob pena de se encerrarem mais camas porque há camas que neste momento estão encerradas por falta de trabalhadores mas também de enfermeiros”, adiantou.

Por outro lado, adiantou a dirigente, os enfermeiros, com contrato individual de trabalho (CIT), “estão profundamente discriminados” devido à ausência de progressão na carreira que, nesta unidade, “atinge mais de 60 por cento” destes profissionais.

“Quando os outros trabalhadores da Função Pública já descongelaram os CIT não têm qualquer perspetiva de evolução na carreira e são já 60% dos enfermeiros da instituição. Não estão disponíveis para continuar a trabalhar nestas circunstâncias e exigem o imediato desbloqueio desta situação para que possam progredir”, afirmou.

Na moção entregue ao CA da ULSLA, após o plenário, estes profissionais exigem a aplicação “dos pontos para efeitos de descongelamento das progressões e a imediata admissão de enfermeiros”.

“Esta instituição tinha assumido, no ano passado, com o SEP, o compromisso de atribuição de pontos e ainda não o concretizou. Isto cria uma particular insatisfação porque é uma das instituições que tem mais dificuldade em atrair profissionais. Tem de criar mecanismos para ultrapassar estas dificuldades e este é um deles”, concluiu.

No encontro decidiram igualmente avançar com uma greve, a 28 de fevereiro, associando-se à manifestação convocada pelas Comissões de Utentes do Litoral Alentejano, frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa.

 


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