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Eleições: Serviços públicos são “fator-chave” da coesão territorial e social diz Joana Mortágua (BE)

Por a 25 de Setembro, 2019

A cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE), Joana Mortágua, pelo círculo eleitoral de Setúbal, elegeu os serviços públicos como “fator-chave” da coesão territorial e social, numa visita que efetuou esta terça-feira ao litoral alentejano.

O acesso à educação, saúde, transportes e habitação, são algumas das principais “bandeiras” da candidatura do BE, no distrito de Setúbal, liderada por Joana Mortágua, que dedicou um dia a contacttos com trabalhadores do Terminal XXI, em Sines, com o conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), em Santiago do Cacém, e com proprietários lesados da exploração mineira em Grândola.

“Uma das questões que mais nos preocupa tem a ver com o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e essa é comum a todo o distrito de Setúbal. Verificámos que o Hospital do Litoral Alentejano (HLA) é uma unidade com condições físicas muito razoáveis quando comparado com outros hospitais, mas que tem uma falta imensa de recursos humanos, desde médicos, especialistas, enfermeiros, assistentes operacionais e técnicos especializados”, referiu.

Para a também deputada do BE, que considera a falta de recursos humanos nesta unidade hospitalar “preocupante”, o HLA “deveria ter alguma autonomia” para gerir o mapa de pessoal “pagando salários que compensem aos profissionais, capacidade  de promover incentivos e ter uma gestão que seja favorável às condições específicas”.

“O país cresceu mas o investimento no SNS, embora exista, está muito abaixo da capacidade daquilo que o país cresceu em PIB (Produto Interno Bruto) e, em capacidade orçamental”, dando como exemplo a capacidade de contratação de médicos e enfermeiros no HLA.

“Quando olhamos para o HLA aquilo que vemos é que muito do que falta ali é a capacidade de atração de médicos e enfermeiros. Sabemos que para que isso aconteça é preciso dar-lhes condições específicas mas sobretudo ter uma política salarial que convença um médico a vir para este hospital e sinta que isso o compensa do ponto de vista profissional”, acrescentou.

No que respeita ao combate à precariedade, Joana Mortágua, considerou que “aquilo que foi feito nos últimos 4 anos foi uma das divergências maiores que o BE teve com o Partido Socialista” porque “defendemos que é preciso ir muito mais longe” nesta matéria.

“As condições de vida das pessoas não melhoram muito quando há instabilidade e falta de segurança no emprego”, adiantou a cabeça de lista lembrando que “o Governo não acompanhou o BE nas propostas” que apontavam para “leis de combate ao trabalho temporário e às empresas de trabalho temporário, uma realidade que conhecemos também nesta região, nas industrias e na estiva”, sublinhou.

A subida do salário mínimo, uma lei de trabalhos por turno, tendo em conta a vida e a saúde dos trabalhadores, o combate ao desregulamento de horários e a laboração contínua, são algumas das matérias que o Bloco de Esquerda tem vindo a defender no último mandato e que voltou a trazer ao litoral alentejano durante a campanha eleitoral.

“São matérias importantes e projetos de lei que o BE até já apresentou que foram chumbados pelo PS e PSD e que achamos que o país tem condições de aprovar, porque não há ninguém que sustente que o país deve assentar o seu desenvolvimento industrial e económico em cima de trabalho temporário e precário”, afirmou.

O Bloco de Esquerda, que elegeu dois deputados, no circulo de Setúbal, nas últimas eleições legislativas, mantém a expectativa de um “bom resultado” no próximo embate político, em outubro, justificado “pelo bom trabalho que fizemos na Assembleia da República e no terreno” na última legislatura.

 


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