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Deputada do Bloco de Esquerda visita instituições do concelho de Santiago do Cacém

Por a 21 de Outubro, 2020

A deputada do Bloco de Esquerda, eleita pelo distrito de Setúbal, Sandra Cunha, esteve reunida na segunda-feira com os Bombeiros Voluntários e Casa do Povo de Alvalade Sado e CERCISIAGO – Cooperativa de Educação e reabilitação de Crianças Inadaptadas de Santiago do Cacém.

Em causa estão as dificuldades que estas instituições enfrentam, no período de pandemia de covid-19, com apoios “muito parcos” do Estado.

“Estas instituições desempenham funções e serviços essenciais, das quais o Estado se desresponsabiliza praticamente completamente, porque os apoios que chegam são sempre muito parcos e estas entidades têm de fazer recurso de toda a criatividade para desempenhar as funções que o Estado delega neste tipo de instituições”, frisou.

Dando como exemplo o trabalho efetuado pela Casa do Povo de Alvalade e da Cercisiago “setores ainda mais sobre pressão com a pandemia”, a deputada considera que “têm de ter outro tipo de atenção e responsabilização por parte do Estado”.

“As principais dificuldades são a falta de apoio por parte do Estado, principalmente, na valorização das carreiras e dos salários, de pessoas que desempenham funções que são essenciais para a nossa vida e que ganham o ordenado mínimo. Estamos a falar de funções muito desgastantes em que as pessoas chegam aos 60 anos e já não aguentam mais, tanto fisicamente como emocionalmente, sendo essencial uma revisão daquilo que é a idade da reforma porque consideram que são profissões de desgaste rápido”, adiantou.

Da reunião com os Bombeiros de Alvalade, a deputada do Bloco de Esquerda, destaca igualmente a falta de apoios do Estado.

“Os bombeiros voluntários são forçados, praticamente, a assumirem funções que não são as primeiras para as quais se constituíram, enquanto associações humanitárias, que é a proteção e socorro às populações. Têm de fazer serviços, como o transporte de doentes não urgentes, para conseguirem sobreviver, sem quaisquer benefícios fiscais, relativamente ao imposto sobre o combustível, apoio à compra de viaturas de socorro e de combate a incêndios”, frisou.

De acordo com a deputada, que dedicou o dia ao concelho de Santiago do Cacém, “a maior parte das associações humanitárias de bombeiros voluntários estão sufocadas financeiramente, para além de que agora, com a pandemia, tiveram mais trabalho, pagaram horas extra e turnos aos salariais, o que fez aumentar as despesas e contribuições para a segurança social, além dos gastos que tiveram devido à pandemia” de covid-19.

O Bloco de Esquerda vai defender, em sede de Orçamento de Estado, propostas que “prevêem benefícios fiscais e incentivos, e um aumento do financiamento permanente” às associações humanitárias de bombeiros voluntários de todo o país.

A visita foi

 


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