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COVID-19: Rota Vicentina exige levantamento “imediato” da cerca em Odemira

Por a 11 de Maio, 2021

A associação Rota Vicentina (RV) exigiu “o levantamento imediato” da cerca sanitária nas freguesias de São Teotónio e Longueira-Almograve, no concelho de Odemira, repudiando “liminarmente” o prolongamento desta medida devido `à covid-19.

“Confrontada com a decisão governamental de prolongar a cerca sanitária nas duas freguesias, de Longueira/Almograve e S. Teotónio, e depois de cuidada análise dos seus contornos, a Associação RV repudia liminarmente esta decisão”, critica a associação.

Em comunicado a Rota Vicentina recorda que “os índices de infeção por covid-19” neste concelho do litoral alentejano “têm reduzido drasticamente”, e sublinha “não haver neste momento um motivo objetivo e conhecido para a manutenção de uma cerca sanitária”.

A Rota Vicentina, que representa 231 associados, dos quais 120 nos concelhos de Odemira e Aljezur (Faro), considera o novo despacho do Governo, aprovado na quinta-feira em Conselho de Ministros e que manteve a cerca sanitária em vigor, “injusto e ineficaz, mas também profundamente provocatório” para as empresas do setor turístico.

O novo despacho “é não só injusto e ineficaz, mas também profundamente provocatório”, considera.
Isto porque o despacho “permite às empresas agrícolas que continuem a operar, mesmo aquelas onde houve grandes focos de infeção dentro das comunidades dos seus trabalhadores que viviam nas condições que todo o país conhece hoje”.

Mas, ao mesmo tempo, “impede o turismo e restantes atividades locais de funcionar, sabendo-se que não houve casos de infeção neste setor, compara.

Por isso, a associação diz estar a preparar com os seus parceiros locais “um pedido de reposição de uma economia sustentável neste território que vá ao encontro dos desafios do século XXI e com o papel de Portugal no seio dos compromissos internacionais, com a União Europeia e com o mundo”.

A oferta turística de natureza que a Rota Vicentina sublinha representar encontra-se “totalmente segura e preparada para dar continuidade à sua atividade, totalmente à margem dos focos de infeção entre os trabalhadores das explorações de agricultura intensiva” nas duas freguesias com cerca sanitária.

As freguesias de Longueira-Almograve e São Teotónio, em Odemira, estão com cerca sanitária, desde 30 de abril, por causa da elevada incidência de covid-19, sobretudo devido aos casos entre trabalhadores do setor agrícola, muitos deles imigrantes.

Quando o Conselho de Ministros decretou a cerca sanitária, o primeiro-ministro, António Costa, sublinhou que “alguma população vive em situações de insalubridade habitacional inadmissível, com hipersobrelotação das habitações”, e relatou situações de “risco enorme para a saúde pública, além de uma violação gritante dos direitos humanos”.

Na quinta-feira, em Conselho de Ministros, o Governo decidiu manter a cerca sanitária, mas com “condições específicas de acesso ao trabalho”.

A entrada ou saída das freguesias para o “exercício de atividades profissionais” e para o “apoio a idosos, incapacitados ou dependentes e por razões de saúde ou por razões humanitárias” depende da apresentação de comprovativo de teste PCR negativo realizado nas 72 horas anteriores ou teste rápido antigénio negativo realizado nas 24 horas anteriores.


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