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COVID-19: Quebra nas receitas preocupa Bombeiros Mistos de Santiago do Cacém

Por a 16 de Abril, 2020

A presidente da direção dos Bombeiros Mistos de Santiago do Cacém admitiu hoje que a quebra de serviços diários, devido à pandemia de covid-19, pode vir a ter reflexos negativos na saúde financeira da associação.

A corporação estima que a quebra dos serviços “ronda os 40 a 45 por cento” devido à redução do transporte de doentes não urgentes, “principalmente, nas fisioterapias e algumas consultas que não são urgentes que se deixaram de fazer, porque as hemodiálises, quimioterapia e radioterapia programadas as pessoas têm de as fazer”,  explicou Natália Caeiro.

“Isto afeta a situação financeira da associação que vive dos serviços que presta à população. Temos um quadro de pessoal fixo que agora se dedica a outras atividades, como limpeza e pintura do quartel, mas em termos financeiros vai-se notar daqui a um a dois meses, porque estamos a faturar muito menos”, explicou.

A contar ainda com as receitas dos meses de janeiro e fevereiro, a dirigente antevê tempos difíceis “devido à redução drástica”.

“Vamos precisar de ajuda do Estado e das autoridades de certeza absoluta”, lamenta.

Pandemia de covid-19 obriga a um esforço maior das equipas 

Desde o início da pandemia que a corporação adotou medidas de contingência como o “uso de equipamento de proteção individual [EPI]” e a criação de uma zona de desinfeção para as viaturas no quartel do bombeiros.

“[As equipas] saem com os fatos, máscaras, viseiras e proteção das botas para fazer o transporte de doentes [covid-19]. Todo este equipamento é muito caro e muitas vezes o que recebemos do INEM por serviço não compensa o preço do equipamento”, sublinha a presidente da associação dos bombeiros que, além de adquirir equipamento, tem igualmente recebido ofertas de EPI de várias entidades.

Com um “quadro de pessoal muito reduzido”, a dirigente reconhece que “gostaria de ter uma equipa de retaguarda” para responder às necessidades garantindo que as equipas de bombeiros são sujeitas a testes de covid-19 sempre que surgem suspeitas da doença.

“Quando alguém se constipa ou mostra ter sintomas, é colocado de quarentena e realiza o teste. Já tivemos três [pessoas] nesta situação que deram negativo”, concluiu.

 

 

 


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