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COVID-19: Polícia Marítima de Sines reforça recomendações para evitar aglomerados (c/áudio)

Por a 28 de Abril, 2020

A Polícia Marítima de Sines reforçou o patrulhamento e fiscalização da costa do litoral alentejano, desde o início das restrições à circulação, devido ao estado de emergência, para evitar aglomerações e garantir o distanciamento social.

Em declarações à rádio M24 o comandante da Polícia Marítima de Sines, Rui Filipe, faz “um balanço positivo” do trabalho realizado até ao momento, destacando a “atitude responsável” das pessoas “que são interpeladas”, nomeadamente surfistas e pescadores lúdicos.

 

“Não se tem notado grandes ajuntamentos de pessoas, essencialmente, alguns surfistas, não muitos, poucos. Também pessoas que se encontravam a exercer a pesca lúdica e que foi interditada pela autoridade que faz o licenciamento, neste caso a direção geral de recursos naturais e segurança marítima, detetamos algumas situações. Fizemos a sensibilização, recomendamos que as pessoas interrompessem a atividade e regressassem às suas casas e as pessoas têm acatado as instruções”, explicou.

Segundo o comandante do porto de Sines, até ao momento “não houve necessidade de multar” quem não cumpre as orientações “por crime de desobediência”.

 

“Não houve necessidade e o objetivo final também não é esse. O nosso trabalho passa por fazer uma recomendação e aconselhamento e como disse as pessoas têm acatado todas as indicações que lhe são passadas e não chegámos ao ponto de haver um crime de desobediência que implicasse outras medidas mais rigorosas”, acrescentou.

Desde que foram implementadas as medidas de restrições que estão proibidos “os ajuntamentos” na orla costeira e nas zonas balneares. No entanto, refere o comandante, está previsto que “as pessoas não façam deslocações na sua viatura para fora da área de residência a não ser para as atividades previstas pelo Governo, nos decretos que implementou”.

 

“Ir à praia ou encontrar-se a zonas balneares implica por si só uma deslocação que estará interdita e que não é feita para os fins que estão previstos. Portanto o que pedimos que as pessoas se desloquem apenas para fins profissionais”, refutou.

Com o aproximar de mais um fim de semana prolongado, devido ao 01 de maio, e ao levantamento do estado de emergência, o comandante da capitania do porto de Sines adianta que vai manter o patrulhamento da costa e diz esperar que “as pessoas cumpram” as medidas adicionais que vão ser implementadas pelo Governo e que “não hajam situações excecionais”.

 

O responsável da autoridade marítima adiantou ainda que até ao momento não foi necessário interditar o acesso às praias na área de jurisdição da capitania do porto de Sines.

De acordo com a Autoridade Marítima Nacional, em todo o país, foram contabilizados, entre os dias 02 e 18 de abril, 6.980 recomendações, realizadas a um total de 9.928 pessoas.

Das pessoas detetadas em situação de potencial desobediência ao decretado pelo Governo, destacam-se as deslocações ou passeios no Domínio Público Marítimo (8.016 pessoas), permanência em zonas de apoio balnear (992 pessoas), pesca lúdica (347 pessoas), prática de desportos de deslize, como o surf ou o bodyboard (318 pessoas), e náutica de recreio (230 pessoas).

 

 


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