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COVID-19: Movimento Juntos pelo Sudoeste exige “medidas apertadas de rastreio, segurança e contenção”

Por a 27 de Março, 2020

O movimento Juntos pelo Sudoeste reclamou hoje das empresas agrícolas do perímetro de rega do Mira, no concelho de Odemira, uma ” responsabilidade social para com os trabalhadores que contratam” exigindo “medidas apertadas de rastreio, segurança e contenção da covid-19″.

Em comunicado, depois de ter sido conhecido o primeiro caso positivo de coronavírus e a quarentena de 19 pessoas naquele concelho, o movimento, acusa a Associação dos Horticultores, Fruticultores e Floricultores dos concelhos de Odemira e Aljezur (AHSA), de se aproveitar do receio da população em relação à escassez de alimentos para se manter em laboração.

“A AHSA aproveita o receio da escassez de alimentos para reafirmar que as empresas associadas continuarão a trabalhar a todo o vapor e irão até implementar “um sistema de apoio a instituições de cariz social do concelho de Odemira que possam vir a ter dificuldade em obter alimentos da parte dos seus fornecedores habituais”, mas não tem uma palavra a dizer sobre a segurança sanitária da sua força laboral e de toda a população dos municípios de Odemira e de Aljezur”, criticam.

O movimento, refere que os municípios “têm acolhido estas empresas à custa da degradação ambiental e social que se tem vindo a sentir cada vez de forma mais acentuada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina” e defende que estas empresas devem ajudar as autoridades de saúde “já injustamente sobrecarregadas com problemas causados por esta indústria”.

No entender do grupo Juntos pelo Sudoeste, as empresas agrícolas”devem assumir a responsabilidade total de se terem instalado numa região que tem assistido, muito benevolamente, a todos os seus atropelos à conservação da natureza e à manutenção de harmonia social, cada vez mais difícil de alcançar nos concelhos de Odemira e Aljezur”.

“Continuar a operar e alimentar a cadeia de distribuição nacional e internacional, apesar da pandemia”, nas condições em que trabalham e vivem estas pessoas é para o Juntos Pelo Sudoeste um caminho extremamente arriscado. Poderá ser uma decisão economicista, em contraciclo com muitas outras empresas no país que foram obrigadas a parar, mas pode colocar em risco a saúde de milhares de pessoas que podem ser contagiadas e ser um foco de infecção para o resto do Baixo Alentejo e Algarve, para onde aliás já estão a ser transportados trabalhadores a fim de colmatarem a falta de mão de obra que as explorações agrícolas estão a ter naquela região”, denunciam.


Opinião do Leitor

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