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COVID-19: Detetados 22 alojamentos sem condições para acolher trabalhadores sazonais em Odemira

Por a 3 de Maio, 2021

O presidente da Câmara de Odemira disse hoje que já foram detetados 22 alojamentos sem condições para acolher trabalhadores sazonais em resultado das vistorias que as autoridades de saúde estão a realizar naquele concelho que tem duas cercas sanitárias devido à pandemia de covid-19.

“As vistorias que foram feitas tiveram até agora resultados de identificação de insalubridade em 22 lugares. Vamos agora tentar operacionalizar já estes procedimentos que estão definidos e aprovados, com o acordo das entidades e com o parecer favorável do ACM. Estamos em condições de, com um programa de testagem que também já está operacionalizado, poder chegar aos lugares, testar e responsabilizar, no prazo de 24 horas”, afirmou.

José Alberto Guerreiro falava hoje aos jornalistas no final de uma reunião da task force do concelho para fazer o balanço do trabalho que já foi feito até ao momento para conter as cadeias de contágio da covid-19.

As vistorias “vão continuar”, adiantou o autarca, realçando que “é preciso perceber qual é a capacidade efetiva que vamos dispor para esta transferência, num curto prazo, para o ZMAR. Estas vistorias vão prosseguir e sinceramente não vos posso dizer com que prazo elas irão terminar, mas há um dispositivo muito forte para levar estas ações por diante”.

O procedimento de transferência dos trabalhadores agrícolas “prevê uma testagem prévia”, no local vistoriado, por uma equipa da Cruz Vermelha. Quanto ao transporte, “será concedido um prazo de 24 horas ao proprietário, arrendatário ou responsável por esse alojamento” para que “a situação seja resolvida”.

“Ou ele dispõe de um local alternativo” em que possa garantir, “em condições de salubridade, o alojamento de todos ou, em alternativa, terá que ser ele a promover o respetivo transporte” para os locais identificados pelas autoridades para os isolamentos profiláticos ou para a quarentena dos infetados, explicou.

Questionado sobre a existência de redes mafiosas que exploram os trabalhadores, o autarca voltou a referir que “há cerca de dois anos” participou à Policia Judiciária (PJ) “todas as situações que estava conhecedor, algumas informações que não tinha certeza, outras algo escandalosas”.

“Dei também conta a várias entidades do que aqui se passava. No âmbito do ordenamento do território, nem se fala, a Câmara Municipal e a Assembleia Municipal tomaram posições e aprovaram deliberações, mas não prestaram atenção e estamos chegados ao dia de hoje com uma situação que preocupa a todos”, acrescentou.

De acordo com José Alberto Guerreiro, “a coberto da atividade agrícola há um conjunto de negócios estranhos que levam a que se procedam a transações de habitações e de automóveis de alta cilindrada em notas. Não podemos permitir que esse cenário represente a exploração e, eventualmente, algum tráfico de seres humanos”.

Outra das situações levantada pelo autarca, no final da reunião que contou com a presença do Alto Comissariado para as Migrações (ACM), prende-se com o “arrendamento escandalosamente abusivo” que é praticado no concelho de Odemira.

Relativamente à cerca sanitária em duas freguesias do concelho, o autarca, disse estar a decorrer com normalidade apesar da existência de “algumas situações pontuais” e de “abuso de passagem”.

“Foi detetado pelas forças de segurança, alguns trabalhadores a tentarem passar dentro de um carro frigorifico. Denoto algumas situações que não estão tão perfeitas quanto a isso, mas ainda assim as autoridades têm estado muito atentas. A cerca é para levar a sério e tem sido feito um grande esforço para que a situação dure o menos tempo possível”, concluiu.

 

 

 

 


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