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COVID-19: Decretada cerca sanitária em duas freguesias do concelho de Odemira

Por a 29 de Abril, 2021

As freguesias de São Teotónio e de Almograve, no concelho de Odemira, vão estar sujeitas a uma cerca sanitária, devido à elevada incidência de casos de covid-19, anunciou hoje o primeiro-ministro, António Costa.

A decisão, tomada durante a reunião do Conselho de Ministros, foi conhecida esta quinta-feira no final da habitual conferência de imprensa.

“O foco principal concentra-se em duas destas freguesias e claramente associada à população migrante que trabalha no setor agrícola. Por isso entendemos decretar em termos imediatos a cerca sanitárias às freguesias de São Teotónio e de Longueira/Almograve”, afirmou.

Neste sentido, o Governo decidiu proceder “à requisição de um conjunto de instalações que estão identificadas e que são suscetíveis de imediatamente permitir o isolamento profilático das pessoas que estão consideradas positivas, em risco e também de alguma população que vive em situações de insalubridade habitacional inadmissível, com hipersobrelotação das habitações”.

Considerando Odemira “um caso especial”, António Costa garantiu que o Governo irá “quebrar essa sobrelotação porque é um risco enorme para a saúde pública, para além de uma violação gritante dos direitos humanos”.

De acordo com o primeiro-ministro, na reunião do Conselho de Ministros foi ainda aprovado um diploma “que obriga as empresas beneficiárias do trabalho destas pessoas, a proceder ao registo diário de quem trabalha nas suas explorações agrícolas, de forma a podermos sempre ter um rápido estabelecimento dos contactos em caso de necessidade de isolamento e quebrar as cadeias de transmissão”.

Por outro lado, as empresas agrícolas passam também a “ser responsáveis pelo teste diário das pessoas que aí prestam serviço, sejam seus trabalhadores ou trabalhadores de empresas prestadoras de serviço que dispensam essa mão de obra”.

As restantes freguesias do concelho de Odemira “evoluirão” a partir do dia 01 de maio, “com o conjunto do país”, esclareceu António Costa que reforçou tratar-se de “uma medida de natureza absolutamente excecional”.

 


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