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COVID-19: Cerca de 70 mil empresas já recorreram ao “lay-off” simplificado

Por a 16 de Abril, 2020

Cerca de 70 mil empresas apresentaram, até terça-feira, o requerimento para acesso ao ‘lay-off’ simplificado, com um universo de cerca de um milhão de trabalhadores, disse o ministro da Economia.

“O conjunto dessas empresas tem nos seus quadros de pessoal quase um milhão de trabalhadores”, respondeu Pedro Siza Vieira, durante o programa Grande Entrevista, na RTP3, na quarta-feira, quando questionado sobre quantas empresas tinham pedido para aderir a esta medida.

Apesar de considerar que este número “é uma coisa bastante significativa”, o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital ressalvou que “não quer dizer que estes trabalhadores estejam todos” em ‘lay-off’.

O governante explicou que há empresas que “colocaram os trabalhadores em ‘lay-off’ parcial”, enquanto outras “só meteram uma parte da força de trabalho” neste regime.

Pedro Siza Vieira considerou, no entanto, que “é bom” se o número de funcionários em ‘lay-off’ chegar a um milhão, uma vez que “a alternativa” poderia ser de “500 mil trabalhadores” desempregados.

Sobre a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estima uma recessão de 8,0% da economia portuguesa e uma taxa de desemprego de 13,9% em 2020, na sequência da pandemia, o ministro referiu que “o FMI, quando faz a sua estimativa de desemprego, não está a contar com o nosso mecanismo de ‘lay-off’ (…)”.

“Basicamente, o que eles pensam é o seguinte: isto vai afetar um grande número de empresas que vão ficar com muito menos receitas. E, normalmente, quando as empresas se veem nessa situação têm de despedir trabalhadores”, explicou o ministro.

Pedro Siza Viera sublinhou que “esta almofada, este balão de oxigénio para proteger o emprego que é o ‘lay-off’ simplificado” significa que “muitos trabalhadores que provavelmente já estariam no desemprego ainda estão” em regime de ‘lay-off’.

“Se tivermos uma saída boa da crise, provavelmente, estes trabalhadores vão manter os postos de trabalho”, prosseguiu o governante, acrescentando que “o desemprego poderá não chegar” ao valor previsto pelo FMI.

O ministro advertiu para a necessidade de “criar as condições para preservar a capacidade produtiva das empresas e proteger o emprego” em Portugal.

“Tenho a noção de que isso não é só crítico para o nosso futuro coletivo, para a maneira como vamos sair desta crise. Sei que o desemprego causa miséria e sofrimento”, observou.

Questionado ainda sobre se o Governo já apontou uma semana específica para a reabertura de atividade que, atualmente, se encontra encerrada, Siza Vieira não se comprometeu com uma data, sublinhando que, primeiro, é necessário criar condições para um novo quotidiano.

“Temos de criar condições para que, quando voltemos a sair, a trabalhar, a consumir, estejamos protegidos”, advogou o ministro, elencando que nessa decisão vai pesar o aumento do número de camas em hospitais, de ventiladores, do reforço de profissionais de saúde e da adaptação dos serviços utilizados pela população.


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