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COVID-19: Bombeiros começaram hoje a ser vacinados no litoral alentejano

Por a 16 de Fevereiro, 2021

Os bombeiros do litoral alentejano começaram hoje a ser vacinados contra a covid-19, com a primeira dose administrada a 160 operacionais até quarta-feira, divulgou a federação dos bombeiros do distrito de Setúbal.

 

O processo de vacinação, que arrancou na última sexta-feira, a norte do distrito de Setúbal, prossegue hoje e amanhã no Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, do engloba as corporações dos cinco concelhos da região.

Em declarações à rádio M24, o presidente da federação, João Ludovico, explicou que nesta primeira fase da vacinação, apenas, metade do dispositivo será inoculado com a primeira dose da vacina da Astrazeneca.

“Entre hoje e amanhã iremos vacinar cerca de 160 bombeiros do litoral alentejano, incluindo Odemira e Vila Nova de Milfontes, que fazem parte da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA). [A operação] arrancou esta manhã, às 09:00, com a vacinação de bombeiros no hospital”, explicou.

O dirigente reconhece que é “um número insuficiente” de bombeiros abrangidos nesta fase da vacinação, embora note tratar-se de “um sinal positivo” para o dispositivo que está na linha da frente no combate à covid-19.

“É um número insuficiente para aquilo que é necessário, mas já é um sinal positivo e esperamos que a segunda fase para os outros 50% em falta chegue em breve para que os restantes bombeiros que estão na linha da frente no combate à pandemia e na resposta ao socorro e ao transporte de doentes possam receber a sua vacina para que fiquem protegidos no cumprimento da sua missão”, acrescentou.

João Ludovico lamenta que o início da vacinação aos bombeiros se tenha arrastado no tempo quando são estes profissionais que dão resposta 95% do socorro às populações.

“Foi um processo bastante longo. A federação sempre defendeu que os bombeiros deveriam ter sido vacinados na mesma altura que os profissionais de saúde e até do INEM porque não podemos esquecer que os bombeiros fazem 95% do socorro às populações, têm estado envolvidos nos grupos que têm feito a transferência de doentes covid para os hospitais, entre outros, por isso esta vacinação peca por tardia”.

Segundo o presidente da federação, o processo “tem sofrido alguns constrangimentos” com “trocas dos dias que estão marcados”, para a vacinação dos bombeiros, mas João Ludovico espera que “agora possa fluir” e “que a vacinação dos restantes 50% avance o mais rapidamente possível para termos os bombeiros protegidos”.


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