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COVID-19: Banhistas devem adotar os comportamentos devidos para evitar contágios – André Matoso (APA)

Por a 28 de Maio, 2020

As normas definidas pelo Governo para as praias no contexto de pandemia vão ser fáceis de implementar na costa do litoral alentejano, desde que os banhistas adotem os comportamentos e as regras para evitar o contágio de covid-19 e o fecho das praias, disse o diretor da ARH do Alentejo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

 

“Dirijam-se à praia, têm é de ter mais cuidado este ano como têm quando vão à mercearia, correios ou serviços públicos, usando a etiqueta respiratória, ou seja máscaras, não se aproximar das pessoas que sejam fora do seu agregado familiar e isto na praia também é possível apesar de desagradável mas vamos de ter esse cuidado. Este ano chego a uma praia e vejo demasiada gente, vou procurar outra praia”, afirmou no programa M24Live André Matoso, da Agência Portuguesa do Ambiente que lançou a aplicação INFOPRAIA, com a lotação das zonas de uso balnear.

Prometendo “bom-senso” na aplicação das normas nas praias, o responsável garante “o diálogo com as entidades” para “ir ao encontro” de todas as necessidades, tentando “agilizar” as normas, evitando “burocracias” mas “sem criar uma anarquia”.

“Vamos ter uma sinalética nas praias, através de uns mastros com umas bandeiras ou painéis, ainda estamos a estudar, além da infopraia, que é uma aplicação que pode ser descarregada e de fácil consulta. Vai haver uma metodologia para calcular a lotação das praias, não muito sofisticada. Acho que nalgumas regiões, como o Algarve ou a costa da Arrábida, com praias muito fechadas, pode haver problemas mas no litoral entre Sines e Troia vamos ser capazes de nos distribuir sem problemas”, acrescentou.

De acordo com o diretor da ARH, serão os concessionários de praia os responsáveis pela colocação da sinalética e, na sua ausência, os municípios da região.

“A legislação diz que são os concessionários de praia e quando não há concessionário, serão os municípios os responsáveis por manter a sinalética”, acrescentou.

Quanto a possíveis incumprimentos dos banhistas, o responsável, admite a possibilidade do encerramento das praias, interditando o seu acesso.

“A Autoridade Marítima tem um papel importante a concretização dessa eventual medida mas penso que tem de haver bom-senso na interpretação e verificar se há um incumprimento reiterado e se todos os dias as pessoas convivem umas perto das outras e tentar perceber se são excessões. Caso se confirme que há comportamentos de risco a autoridade tem de interditar o acesso ao areal”, avançou.

Para André Matoso, os maiores problemas poderão existir ao nível dos estacionamentos junto às zonas balneares.

“Conhecemos a anarquia que é o estacionamento junto às praias e nas estradas nacionais, com os riscos para as pessoas. Penso que vai ser um esforço tremendo para as forças policiais mas a legislação é muito clara, só se pode estacionar em locais com estacionamento, é fácil de escrever e de cumprir, mas sabemos que há pessoas ou estrangeiros com autocaravanas que param em cima das arribas e vai ser um esforço tremendo”, concluiu.

 

 


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