ESTÁ A OUVIR

Titulo

Artista

Background

COVID-19: Badoca Safari Park em risco de não sobreviver à pandemia

Por a 21 de Abril, 2020

O Badoca Safari Park, em Santiago do Cacém, que corre o risco de não sobreviver “aos prejuízos” causados pelo encerramento ao público, no arranque da nova temporada, devido à pandemia de covid-19, lançou uma campanha de solidariedade para a alimentação dos animais e remuneração dos trabalhadores.

“Os prejuízos são enormes porque estive 4 meses fechado e os meses mais fortes começam em março. Todos os anos recebemos entre 15 a 20 mil crianças das escolas, a quinzena da Páscoa, talvez a melhor altura, também foi perdida e não sabemos quando isto vai passar”, explicou o sócio-gerente do Badoca Safari Park, Francisco Simões de Almeida.

De acordo com o responsável pelo parque temático, que se preparava para abrir a nova temporada, em março, os animais, alguns de espécies ameaçadas,“com dietas muito específicas” e “cuidados bastante grandes”, obrigam à permanência diária de uma equipa de tratadores.

“Não podemos largar as rações e os alimentos no parque, irmos todos para casa e regressarmos passado 2, 3 ou 4 meses, não sei quando esta pandemia vai acabar”, disse o proprietário do parque que recebe cerca de 120 mil visitantes por ano.

O sócio-gerente, que consegue “garantir a sobrevivência do parque por mais dois a três meses”, diz que a prioridade vai para o bem-estar dos mais de 400 animais exóticos, “integrados em programas de preservação e conservação”.

“Considero que, mesmo vendo alguma luz ao fundo do túnel em junho ou julho, o ano foi perdido, porque com as receitas que possa gerar em julho e agosto, dificilmente conseguirei manter-me depois, com toda a época em que estamos encerrados e uma reabertura em março de 2021”, prevê.

Além dos animais, que habitam os cerca de 90 hectares do parque, as preocupações do sócio-gerente recaem igualmente nos trabalhadores, cuja maioria entrou em ‘lay-off’.

“Temos uma equipa permanente de 26 pessoas, entre veterinários, biólogos, zootécnicos, empregados qualificados para tomar conta dos animais, e o resto da estrutura comercial, de manutenção e de segurança. Tenho praticamente 95% da equipa em ‘lay-off’ e garanto os serviços mínimos para o tratamento dos animais diário”, acrescenta.

O empresário juntou-se “num grito de alerta” a outros parques nacionais, que “atravessam dificuldades semelhantes”, e através da Associação Ibérica de Zoos e Aquários, enviou várias cartas ao Governo para tentar resolver o problema.

“Estamos muito unidos nesta causa porque temos todos os mesmos problemas em termos de parques zoológicos, uns com mais apoios, outros com mais pulmão e mais meios, e por isso manifesto a minha preocupação na tentativa de arranjar uma solução atempada”, afirmou.

Para fazer face “aos milhares de euros de prejuízos”, o parque lançou a campanha “O Badoca Precisa de Si”, nas redes sociais, a apelar à solidariedade dos “amigos” para garantir a alimentação dos animais e a remuneração dos trabalhadores.

“Quanto mais depressa tomarmos medidas mais depressa conseguiremos resultados e quem quiser pode contribuir com alimentos ou através da conta bancária que disponibilizamos para ajudar os animais e as pessoas que aqui trabalham”, concluiu.

 

 


Opinião do Leitor

Deixe um comentario


error: www.radiom24.pt