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COVID-19: Autarca lamenta “passo atrás” no processo de desconfinamento em Santiago do Cacém

Por a 16 de Julho, 2021

O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, lamentou hoje “o passo atrás” no processo de desconfinamento, com a entrada na lista de concelhos em risco elevado, mas acredita que “rapidamente” será possível baixar o nível de alerta.

“Depois de um período sem casos [de covid-19] há cerca de quatro a cinco semanas começámos gradualmente a subir. A semana passada ficámos em alerta, com mais de 240 casos acumulados em 14 dias por 100 mil habitantes e, uma vez que não conseguimos descer, o concelho, passou infelizmente para este estado de risco elevado”, observou.

De acordo com o autarca, o nível de risco elevado “implica um conjunto de restrições” e “um passo atrás no processo de desconfinamento”.

“Mas, acredito que a população do nosso concelho vai rapidamente conseguir baixar” estes números e “sair deste estado”, realçou.

Na reunião do Conselho de Ministros, esta quinta-feira, o Governo anunciou um aumento do número de concelhos em risco elevado do muito elevado, devido à incidência de casos de covid-19, entre eles o concelho de Santiago do Cacém (risco elevado) e o concelho de Sines (risco muito elevado).

“Estamos a acompanhar diariamente com a autoridade de saúde” os casos que têm surgido nas últimas semanas no concelho de Santiago do Cacém, nomeadamente “os primeiros casos e mais significativos” que ocorreram “nas escolas” e que levou ao “encerramento de algumas escolas do 1.º ciclo”, adiantou.

Além destes primeiros casos, o autarca fala “em focos noutras situações” que fizeram aumentar o número de casos ativos no concelho de Santiago do Cacém.

“É certo que vivemos numa zona turística, há um grande movimento de pessoas, inclusive também muita gente que trabalha no complexo industrial e portuário de Sines, que reside no nosso concelho”, por isso “nunca se consegue perceber em concreto as razões”, frisou.

Com base em informações recolhidas junto do delegado de saúde de Santiago do Cacém, o autarca, diz “não haver uma preocupação excessiva” e garante que “as cadeias de contágio estão identificadas”, estando o concelho de Santiago do Cacém a “acompanhar uma tendência nacional”.

Quanto ao processo de vacinação, avança que “está a correr relativamente bem”, recordando o reforço “de dois militares” para apoiar o Centro de Vacinação Covid-19 de Santiago do Cacém “para o processo ganhar mais força”.

Questionado sobre os efeitos destas restrições no setor turístico, o autarca, reconhece “os sacrifícios que têm sido impostos ao setor da restauração” desde o início da pandemia, mas acredita que vai ser possível rapidamente “voltar à normalidade”.

Por isso, apela para que “as pessoas tenham uma redobrada atenção nos seus comportamentos de risco, cumprindo as indicações das autoridades de saúde” e à vacinação da população mais jovem.


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