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COVID-19: Autarca de Grândola preocupado com futuro da Lauak devido à crise na aviação

Por a 11 de Junho, 2020

O presidente da Câmara Municipal de Grândola, António Figueira Mendes, manifestou -se preocupado com as consequências que a crise na aviação poderá provocar na economia local referindo-se ao recente investimento da Lauak no concelho.

“Preocupa-nos porque foi de facto um investimento muito interessante que se introduziu no nosso concelho. No Alentejo foi criado um cluster da aeronáutica que estava a ter uma grande dinâmica. O projeto tem condições para expandir e alargar a sua atividade e tinha acabado de começar a laborar”, disse António Figueira Mendes.

O autarca reconhece que a pandemia de covid-19 teve reflexos negativos no setor da aeronáutica e receia as noticias que dão conta de eventuais  despedimentos nas fábricas de Setúbal e de Grândola da Lauak.

“Sabemos que vão haver despedimentos tanto [na fábrica] de Setúbal como na de Grândola. Sei que estiveram uns dias de férias e agora já retomaram mas creio que não estão todos os trabalhadores em laboração mas aquilo que sabemos é que a empresa está à procura de ter clientes para a produção”, afirmou.

Em cima da mesa, adiantou o autarca, está uma possível adaptação da produção para “outro tipo de equipamentos e peças” para responder a áreas como a industria automóvel.

“Aquilo que sabemos, através da administração, é que a empresa está à procura de clientes para a produção de outro tipo de equipamentos e de peças para outras áreas que não a aeronáutica, dado que têm todas as condições, em termos de maquinaria, para produzir peças seja para a industria automóvel ou outras”, avançou.

De acordo com o autarca, “esta empresa arrastava consigo a instalação de outras atividades e até já estávamos a negociar terrenos mas vamos aguardar à medida que as coisas forem avançando mas creio que a questão da aeronáutica vai ter reflexos nos próximos dois anos porque isto parou muito e é preocupante para nós também”.

“Tínhamos uma empresa que vinha instalar-se mesmo ao lado da Lauak, que fornecia matéria-prima para a Lauak, e outro conjunto de empresas semelhantes em Portugal e agora admito que os investidores tenham algum receio por isso vamos ver o que vai acontecer nos próximos tempos”, concluiu.

No final de maio, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), avançou em comunicado que a Lauak vai avançar com o despedimento coletivo nas fábricas de Setúbal e Grândola, onde são produzidas peças para a industria aeronáutica.

A Lauak aerostructures Grândola foi inaugurada, em outubro de 2019, depois de um investimento que rondou os 32 milhões de euros.


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