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Coordenadora de Saúde Pública da ULSA parte para Moçambique em missão

Por a 26 de Março, 2019

A coordenadora de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), Fernanda Santos, está de partida para Moçambique onde vai integrar a missão da Força Operacional Conjunta da Autoridade Nacional de Proteção Civil, na sequência da passagem do ciclone Idai.

Fernanda Santos foi contactada pela Direção-Geral de Saúde (DGS) para, em conjunto com uma médica infecciologista, reforçar a equipa que se encontra em Moçambique a prestar auxílio às vitimas.

Fui contactada ontem pela Direção-Geral de Saúde (DGS) para saber se estava pronta para arrancar e eu disse que sim, quando quisessem, e estou a fazer os meus preparativos. Devia ter voado hoje [terça-feira] mas o avião, um C130, teve um problema numa das rodas e a viagem foi adiada para amanhã”, explicou à rádio M24.

O avião militar, com destino à cidade moçambicana da Beira, estava previsto descolar esta terça-feira de manhã do aeródromo de trânsito de Figo Maduro, em Lisboa.

Ainda com poucos pormenores sobre a missão que vai integrar, a coordenadora da Saúde Pública da ULSLA, desde 2009, diz que o papel da autoridade de saúde nestes cenários é fundamental.

Não sei onde vou ficar, onde vou dormir, nem o que vou comer, espero que umas rações de combate, e só amanhã é que vamos ter o briefing com a DGS mas nestas alturas não podemos ficar indiferentes e a saúde pública numa situação de calamidade destas é primordial”, realçou.

Além da equipa que vai reforçar a missão, a bordo do avião militar será transportado material de apoio de emergência e diverso equipamento para sustentação logística, como ‘kits’ alimentares para 24 horas, águas e equipamento diverso, da Força Operacional Conjunta portuguesa, com valências nas áreas de busca, salvamento, proteção e socorro em situações de emergências complexas, que se encontra em missão em Moçambique.

Nestes cenários de pós catástrofe as missões são sempre curtas e há rotatividade dos grupos para permitir que outros colegas possam também prestar o seu auxílio”, acrescentou.

Depois da sua última missão, na Guiné, devido ao surto de ébola, Fernanda Santos diz estar preparada para encontrar “graves problemas de saúde pública”.

Já tenho experiência de outras missões mas a situação [em Moçambique] é muito má em termos de saúde pública por isso espero ajudar a resolver alguns desses problemas e vou dar o meu melhor”, garantiu.

 


Opinião do Leitor

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