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Comunidade Portuária e Logística de Sines aposta no agronegócio oriundo do Brasil

Por a 7 de Janeiro, 2021

A Comunidade Portuária e Logística de Sines (CPLS) quer apostar na importação de produtos agrícolas oriundos do Brasil, através do Terminal Multiusos do Porto de Sines, com destino à Península Ibérica, foi hoje revelado.

“O Terminal Multiusos, utilizado para a importação de carvão, deixou de estar ocupado após o encerramento da central termoelétrica de Sines, tendo condições ideais para a importação de produtos agrícolas”, disse Jorge d’Almeida, presidente da CPLS que celebrou um protocolo de cooperação com a Câmara de Comércio Brasil Portugal – Centro Oeste (CCBP-CO).

O protocolo tem como objetivo “estudar e promover uma solução logística eficaz e eficiente para a exportação de produtos agropecuários brasileiros pelos portos brasileiros, preferencialmente os localizados no Arco Norte, com destino à Europa e ao Norte de África, através do Porto de Sines”, explicou em comunicado a comunidade portuária.

“Em resultado de vários contactos, muito por mérito do presidente da Administração do Porto de Sines (APS), José Luís Cacho, encontramos um interesse por parte de produtores brasileiros em olhar para Sines como uma porta de entrada de cereais, sobretudo, soja para a Península Ibérica e ser uma plataforma de distribuição para portos mais pequenos”, acrescentou.

Segundo Jorge d’Almeida, este projeto “pode dar um impulso muito grande ao crescimento futuro de Sines na área dos granéis secos”, através do Terminal Multiusos, “que pode movimentar todo o tipo de cargas”.

É um terminal “com condições excecionais dada a sua dimensão, os recursos e a área disponível, assim como a ligação rodoferroviária a toda a península ibérica e não só”, sublinhou o presidente da comunidade portuária de Sines que destacou ainda as potencialidades desta parceria com “um dos mais importantes exportadores de produtos agrícolas”.

“A importação de carvão em Sines, no seu pico, rondou os cinco milhões de toneladas e a exportação de cereais, desta região do Brasil, é de 100 milhões de toneladas por ano. Não está nas nossas projeções importar toda a exportação desta região, mas mesmo que seja uma pequena fração estamos a falar de volumes muito grandes, maiores que os movimentados em carvão”, exemplificou.

O protocolo prevê a constituição de um grupo de trabalho multidisciplinar com conhecimento profundo da cadeia de valor do mercado agropecuário brasileiro, incluindo a operação marítimo-portuária e a logística multimodal no Brasil e na Europa.

“Queremos concretizar este projeto o mais depressa possível. O terminal está disponível, as exportações estão a decorrer e os navios estão a transportar cereais todos os dias, é só uma questão de validar o modelo de negócio e começar a movimentar os cereais através de Sines”, acrescentou.

Segundo a comunidade portuária, a CCBP-CO representa os interesses dos produtores do Centro Oeste do Brasil que, na sua totalidade, são responsáveis por cerca de 45% de toda a produção agrícola brasileira.

“Grande parte desta produção é destinada à Europa, utilizando os Portos de Santos e Paranaguá, ao invés dos portos do Arco Norte que, potencialmente, podem oferecer uma forte redução nos custos logísticos e ambientais utilizando Sines como porta de entrada na Europa”, reforçou.


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