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Centro de Artes de Sines recebe segunda exposição “Gulbenkian Itinerante”

Por a 28 de Março, 2022

O Centro de Artes de Sines recebe, a partir do próximo sábado, 02 de abril, RISCO A-RISCO, uma segunda exposição do projeto Gulbenkian Itinerante, que desta vez procura explorar canais de ligação entre o território de Sines e o universalismo da Coleção Gulbenkian, foi hoje divulgado.


De acordo com o município de Sines, em comunicado, a exposição é inaugurada às 16:00, e fica patente até 18 de junho de 2022.

“Como ponto de partida desta mostra apresenta-se uma das mais importantes peças do património cultural siniense: o livro publicado por Estêvão de Liz Velho, em 1746, intitulado Exemplar da Constancia dos Martyres em a Vida do Glorioso S. Tórpes”, explica a autarquia.

Nesta obra “surge uma das primeiras gravuras de um objeto arqueológico publicadas em Portugal – uma placa de xisto gravado com mais de 5000 anos, do Neolítico-Final / Calcolítico – cujo mistério tem fascinado gerações de eruditos e artistas”.

“Calouste Gulbenkian partilhava com eruditos e artistas a mesma paixão pelas obras de arte, que admirou e colecionou, e pelos livros que as dão a conhecer, muitos dos quais são, eles próprios, verdadeiras obras de arte. São notáveis exemplos os livros que foram desenhados por Sebastião Rodrigues, a quem a Fundação deve a criação de uma imagem gráfica que, com brilho e inteligência, fez a ponte entre o seu acervo histórico e a contemporaneidade”, lê-se no comunicado.

Inspirados pelo seu trabalho pioneiro reuniram-se nesta mostra obras provenientes de três dos pilares da Fundação: o Museu Calouste Gulbenkian, o Centro de Arte Moderna e a Biblioteca de Arte.

“Muitos projetos artísticos trabalham o livro, quer como meio – em livros de artista – quer como material de colagem ou desconstrução, explorando, entre outros, o potencial plástico dos caracteres e caligrafias que dão forma à palavra”, acrescenta.

Segundo o município, “a própria fronteira entre o artista plástico e o designer gráfico nem sempre é clara, quando nos confrontamos com obras excecionais, cujo fascínio é intemporal. Também alguns escritores entraram por este campo, criando obras de poesia visual, onde a forma do poema dialoga com o seu conteúdo”.

“Outras vezes é a força intemporal de um livro da antiguidade que ressurge em cada nova edição e nas gravuras feitas para as ilustrarem ou divulgarem quadros que neles se baseiam. Para Calouste Gulbenkian as próprias encadernações de alguns dos seus livros atingiram o estatuto de obras de arte, saídas das mãos de alguns dos mais
prestigiados artistas e artífices”, refere.

A exposição, de entrada gratuita, pode ser visitada de segunda a sábado, entre as 12:00 e as 18:00.


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