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Centenas de utentes do litoral alentejano levaram protesto ao Ministério da Saúde

Por a 28 de Fevereiro, 2020

Centenas de utentes, profissionais de saúde, dirigentes e autarcas protestaram hoje, em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, por mais e melhores condições de saúde no litoral alentejano.

A manifestação convocada pela coordenadora das comissões de utentes do litoral alentejano visou alertar o Governo para a degradação dos cuidados de saúde na região, disse Dinis Silva, porta-voz dos utentes.

“As carências são diversas, desde edifícios, falta de profissionais de saúde, há cerca de 11 mil utentes sem médicos de família, falta uma ambulância de Suporte Imediato de Vida no SUB de Alcácer do Sal e uma série de dificuldades que viemos reivindicar à porta da Ministra da Saúde”, enumerou.

De acordo com o dirigente, no Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, há um serviço de urgência “pronto há mais de um ano que só não abre porque faltam mais de 15 enfermeiros”.

No protesto participaram dezenas de enfermeiros da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), em greve esta sexta-feira, devido à falta crónica destes profissionais para garantir o atendimento dos utentes da região, explicou Zoraima Prado, do sindicato dos enfermeiros portugueses.

“Há uma falta crónica de enfermeiros, nomeadamente cerca de 100 nesta ULSLA e para o novo serviço de urgência faltam 15 enfermeiros. Também por falta destes profissionais, há camas encerradas e cerca de 80 utentes em lista de espera para entrarem no hospital”.

A dirigente sindical lembrou ainda que a falta de progressão na carreira, de cerca de 60% dos profissionais da ULSLA, motivou à participação na manifestação “subscrevendo aquilo que são as suas reivindicações”.

Zoraima Prado, apelou à Ministra da Saúde, Marta Temido, para que “tenha uma postura séria e resolva estes problemas”.

No protesto foi aprovada uma moção.


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