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COVID-19: Aumento de casos no seio familiar em Sines preocupa autoridade de saúde

Por a 27 de Novembro, 2020

O aumento de casos de infeção com o vírus que provoca a covid-19 em contexto familiar, no concelho de Sines, está a preocupar a Autoridade de Saúde Pública Local que alertou hoje para a necessidade de cumprir as medidas para travar a transmissão da doença.

“Aquele paradigma a que assistimos, no início, de que as pessoas se infetavam no trabalho ou no meio social, agora não acontece, porque a maioria das pessoas são infetadas em casa, em festas de aniversário, almoços e jantares, reuniões familiares de fim de semana, o que significa que deixaram de se preocupar com o que fazem dentro de portas”, disse à rádio M24 a delegada de saúde de Sines, Fernanda Santos.

De acordo com a responsável, no início da pandemia, “tínhamos uma família com um caso positivo e, na maioria das vezes, conseguíamos chegar ao fim do isolamento dessa pessoa sem mais casos positivos. Neste momento, temos famílias em que todos são positivos”.

“Isto significa que ainda conseguimos identificar a maioria dos casos mas, por outro lado têm ‘links’ tão complicados e tão tortuosos, cruzando-se uns com os outros, que não conseguimos saber qual o primeiro caso”, acrescentou.

Esta situação dificulta a tarefa da autoridade de saúde, indica a responsável, salientando que é no momento em que se faz a identificação dos contactos de alto risco “que percebemos que já há pessoas comuns a vários casos positivos”.

“Isso preocupa-nos porque depois é difícil pegar nesses contactos de alto risco do fazer um novo inquérito epidemiológico para perceber onde é o caso índice e, por vezes, já não conseguimos fazer”, lamenta .

Com 63 casos ativos de covid-19 na comunidade, a delegada de saúde de Sines reforça que “a grande parte destes casos surge em contexto familiar” e dá como exemplo “uma família em que estão dez pessoas positivas, em várias casas, mas do mesmo agregado familiar”.

De acordo com os dados divulgados na quinta-feira, que se reportam ao dia anterior, a região do litoral alentejano registava 263 casos ativos, sendo o concelho de Sines o que contabiliza o maior número de pessoas em vigilância ativa.

“Neste momento somos o concelho, no alentejo litoral, com o maior número de vigilâncias ou seja com o maior número de pessoas em casa. Para este pessoas que estão positivas ativas temos 243 vigilâncias ou seja temos de ligar a estas pessoas, já não conseguimos fazê-lo todos os dias, e a maioria também está assintomática”, frisou.

Neste número estão incluídas escolas do concelho de Sines “com várias turmas fechadas” em casa.

“Temos alguns casos positivos em várias escolas mas por enquanto ainda não é preocupante. Só uma das turmas tem três casos positivos, as crianças estão todas em isolamento, algumas já fizeram teste e deram todas negativo, outras fizeram hoje [quarta-feira] e ainda vão fazer na sexta-feira”, acrescentou.

Considerando que os planos de contingência dos estabelecimentos de ensino “estão a funcionar muito bem”, a delegada de saúde de Sines espera que “a grande maioria, senão a totalidade, seja negativo”.

Em casa “não podemos garantir que as crianças não sejam infetadas porque às vezes o contágio surge no domicílio e não na escola”, acrescenta Fernanda Santos que apela à adoção de comportamentos que ajudem a travar a disseminação do vírus.

“A mensagem é para ficarem em casa do, uma vez no domicílio, cuidado com as festas familiares. Mesmo se receberem algum familiar em casa, usem a máscara e, por outro lado, quando tiverem uma pessoa positiva na mesma casa, devem manter o afastamento, limpar superfícies, ter uma casa de banho, se possível, sempre para essa pessoa e fazer refeições em momentos diferentes”, concluiu.

O concelho de Sines contabiliza 63 casos confirmados ativos, 187 recuperados e sete óbitos, de acordo com os dados divulgados quinta-feira pela proteção civil municipal.


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