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Câmara e Instituto Politécnico de Setúbal acordam parceria para instalação de Escola Superior em Sines

Por a 26 de Julho, 2021

A instalação de uma Escola Superior em Sines, numa parceria entre a Câmara Municipal de Sines e o Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), vai permitir dar “uma resposta diferenciada”, com licenciaturas, mestrados e cursos técnicos superiores, revelou hoje aquela instituição de ensino .

O investimento de cerca de cinco milhões de euros, cujo protocolo de colaboração foi assinado hoje, em Sines, com a presença do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, e da ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, terá uma oferta nas áreas da informática, cibersegurança, robótica e mecatrónica, sustentabilidade, turismo, saúde, logística e gestão, além dos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CteSP).

“O ensino superior transformou-se numa estratégia de desenvolvimento regional e por isso faz todo o sentido, e só peca por ter atrasado, o desenvolvimento de espaços de educação, investigação e inovação em Sines, em estreita articulação com o Instituto Politécnico de Setúbal devido à sua proximidade”, salientou Manuel Heitor.

Em declarações aos jornalistas, o governante adiantou que “o ensino superior” está atualmente “em cerca de 30% dos municípios portugueses”, sendo que Sines já conta com “uma oferta de cursos curtos do politécnico de Setúbal”.

“Em 2015 havia ensino superior em 40 municípios, hoje temos em 130, portanto multiplicou por três vezes nos últimos cinco anos. Aqui em Sines havia de facto um défice e a expansão industrial e a transição ecológica obviamente requerem mais competências”, frisou.

A instalação de uma escola superior, que vai servir toda a região do litoral alentejano, vai permitir “trazer mais atividade de investigação e inovação” para este território, indicou.

Para a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, este “é um projeto de desenvolvimento regional” pela sua “ligação às empresas” e “ao mundo empresarial”, assim como “para a diversificação do tecido económico de Sines”.

“A partir de agora vamos trabalhar no projeto porque tem enquadramento em termos de financiamento no Portugal 2030, mas também no Programa de Recuperação e Resiliência e, enquanto grande motor de desenvolvimento regional deve articular-se com outros projetos que já existem como é o caso do Sines Tecnopolo”, realçou.

De acordo com o presidente do IPS, Pedro Dominguinhos, a região do litoral alentejano “é a única NUT III do país sem um estabelecimento de ensino superior, desde que na semana passada foi autorizada uma escola em Chaves, do politécnico de Bragança”.

O futuro equipamento “tem de ser uma escola em que as formações são construídas com os parceiros do território, sejam eles empresariais ou da administração pública, sendo um instrumento relevante para o desenvolvimento regional e para a coesão territorial de Sines e também do litoral alentejano”, disse.

“É uma resposta que queremos diferenciada. Naturalmente que terá uma valência relevante de formação de jovens, os estudantes que terminam o 12.º ano ou os CteSP, mas queremos ter licenciaturas e mestrados, e, uma segunda valência que reputamos da maior relevância que é a formação ao longo da vida, ao nível das pós-graduações e mestrados e de formações curtas e especializadas que permitam que a população ativa que trabalha em Sines e nos concelhos limítrofes possa beneficiar desta atualização que é essencial”, explicou.

Ainda de acordo com o responsável do IPS, o projeto “de uma escola sem muros” vai apostar “nos sistemas de B-learning e não apenas na formação tradicional”.

Para o presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, o projeto é “o mais importante dos dois últimos mandatos, porque permite ter uma visão do futuro da região, apostando na formação [e] qualificação ao longo da vida, mas sobretudo para atrair estudantes de outras latitudes”.

Questionado sobre a localização do futuro estabelecimento de ensino, o autarca disse apenas que “existem várias possibilidades” e que “é um assunto em análise” entre as entidades responsáveis.

No próximo ano letivo, os responsáveis esperam “arrancar com os CteSP e com as pós-graduações” para “responder aos investimentos que estão a ser projetados para Sines”.

 


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