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Câmara de Santiago do Cacém volta a reivindicar mais efetivos da GNR

Por a 19 de Outubro, 2020

O presidente da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, voltou a manifestar-se “preocupado com a falta de efetivos” da GNR no concelho, tendo alertado o Governo para a necessidade de colocar mais militares no destacamento Territorial de Santiago do Cacém.

 

No entender do autarca, para garantir mais patrulhamento e uma melhor resposta às ocorrências, é necessário que a tutela oiça as reivindicações da Câmara Municipal de Santiago do Cacém, nos últimos anos, e reforce os efetivos nos postos da GNR de Alvalade e de Ermidas-Sado.

“Foram já vários os esforços que a Câmara Municipal desenvolveu junto da tutela. Infelizmente esta não é uma questão nova, nos postos da GNR de Alvalade e de Ermidas-Sado há imensas dificuldades, com poucos guardas, e com tentativas de passar os postos para um horário das 09:00 às 17:00 e a funcionar apenas nos dias úteis, o que foi sempre contestado pelas autarquias e população”, salientou.

Para Álvaro Beijinha “o reforço dos efetivos” não pode depender de dados estatísticos que apontam para um número reduzido de queixas.

“Essa é uma falsa questão porque as pessoas do interior do concelho, muitas vezes, não apresentam queixa porque o processo é todo ele muito complicado, desde a presença da patrulha no local para tomar conta da ocorrência, às deslocações que têm de fazer para dar andamento ao processo”, ressalvou.

O autarca deu como exemplo acontecimentos recentes, na freguesia de Alvalade, para ilustrar os efeitos da falta de efetivos da GNR que garantam a segurança das populações.

“Tive conhecimento da existência de roubos, brigas e até foram disparados tiros durante a noite naquela freguesia. A tudo isto acresce o pequeno tráfico de droga, que circula com alguma descontração, diante de qualquer pessoa e longe da fiscalização da GNR local”, denunciou.

Apesar desta situação, indica, “não houve qualquer queixa” junto das autoridades, segundo o comandante do destacamento de Santiago do Cacém da GNR.

A situação agrava-se ainda mais porque, “quando acontece algum incidente nas freguesias mais periféricas do concelho, é necessária a deslocação de uma patrulha de Santiago do Cacém ou até do concelho vizinho, Sines, o que pressupõe que, pelo menos, decorram entre 40 minutos e 1 hora, desde o pedido de socorro até à chegada da ajuda ao local”, sublinhou.

Perante o atual cenário, o autarca voltou a enviar uma missiva ao secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, “a pedir que nos seja dada uma resposta, até porque tivemos conhecimento que vai abrir um curso de admissão de novos guardas”.

O concelho de Santiago do Cacém “é um dos maiores em área do país, com a terceira maior população do Alentejo e com uma grande dispersão entre as freguesias”, realçou.

O défice de militares da GNR nos Postos de Alvalade e Ermidas-Sado é uma reivindicação da autarquia que foi já manifestada ao secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna. A mais recente reunião em que assunto foi abordado aconteceu dia 10 de março deste ano, onde esteve presente o presidente da Câmara Municipal acompanhado pelo vereador com o pelouro da Proteção Civil, Albano Pereira.

Nessa reunião, Antero Luís justificou que “o número de militares afetos ao destacamento de Santiago do Cacém da GNR cumpria os rácios definidos, para além de que o nível de criminalidade no concelho é registado como baixo”.

“Há que olhar para a nossa realidade, e de uma vez por todas fazer este reforço de efetivos porque, a ausência de militares de patrulhamento, nas freguesias mais distantes da sede de concelho, aumenta os níveis de insegurança sentido pela população e o sentimento de impunidade para com os criminosos, que atuam até com um certo “à-vontade””, concluiu.


Opinião do Leitor

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