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Câmara de Santiago do Cacém questiona Ministra da Saúde sobre degradação de serviços no HLA

Por a 22 de Janeiro, 2020

A Câmara de Santiago do Cacém, questionou a ministra da Saúde, Marta Temido, sobre as medidas de fundo que serão tomadas ou que possam estar em curso para resolver os problemas que se arrastam desde a abertura do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém.

Na origem do ofício enviado à governante está a “degradação dos cuidados médicos prestados pela Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA)”, indica, em comunicado, o município de Santiago do Cacém.

Em simultâneo, a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL) solicitou à ministra da Saúde, uma reunião tendo em consideração “o agravamento dos problemas sentidos pelas populações desta região na área dos cuidados de saúde”.

“Os problemas no HLA têm vindo a agravar-se, exemplo dessa situação foram os recentes casos na urgência pediátrica, entre outros. Perante esta situação resolvemos enviar um ofício à ministra da Saúde para nos inteirarmos das medidas que estão a ser tomadas para a resolução dos problemas porque sentimos que a resposta que foi encontrada para a situação registada durante o Natal e Ano Novo não é uma solução de fundo, em linguagem médica são apenas paliativos”, refere o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha.

O autarca lembra que “na comunicação social, a ministra da Saúde, diz que o Governo está a adotar medidas para a resolução dos problemas, mas no HLA a situação tem-se agravado, com cada vez menos profissionais de saúde nas várias especialidades, com a agravante de que ao nível de cuidados primários, na região, sabemos que há um conjunto de médicos prestes a reformar-se”.

“Esta situação preocupa não só o executivo da Câmara de Santiago do Cacém, como também as restantes autarquias do Litoral Alentejano servidas por este hospital, que abrange uma população de cem mil pessoas, à qual se juntam os milhares de trabalhadores do complexo industrial de Sines, que não sendo habitantes da região permanecem cá por largos períodos de tempo e, durante os meses de verão, os turistas que nos visitam”, acrescenta.

Além do encerramento da urgência pediátrica do Hospital do Litoral Alentejano no final do ano de 2019 e de funcionar com médicos indiferenciados em vez de médicos pediatras como é devido, a autarquia realça que “a estes problemas acresce a falta de meios humanos e profissionais qualificados, que têm contribuído para a crescente desumanização da prestação dos cuidados de saúde na nossa região”.

No comunicado, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém adiantou que aguarda “uma resposta que é essencial para as populações do Litoral Alentejano, com a brevidade possível”.


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