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Bloco de Esquerda elege comissão coordenadora concelhia de Santiago do Cacém

Por a 28 de Setembro, 2020

As eleições para a comissão coordenadora concelhia de Santiago do Cacém do Bloco de Esquerda (BE) realizaram-se no passado sábado e permitiram a eleição de Bruno Candeias, Victor Santos, Maria Luz, Olavo Tavares e Jorge Santana, para o biénio 2020-22.

Para o atual mandato, a comissão traçou três objetivos centrais com propostas que vão permitir responder à crise provocada pela pandemia de covid-19, aos desafios do trabalho autárquico e a um reforço da organização, refere o BE em comunicado.

“A pandemia covid-19 veio agravar as desigualdades, o avanço da pobreza e a degradação dos direitos do trabalho. O vírus não é democrático e atinge principalmente os setores sociais mais desprotegidos e precários, os quais esperam da esquerda uma resposta firme, rejeitando a austeridade e na proteção de quem mais precisa e vive do seu trabalho”, sublinha.

Neste sentido, o BE pretende “contribuir em Santiago do Cacém para a construção de uma resposta anticapitalista, pela defesa dos mais pobres e dos trabalhadores, de serviços públicos de qualidade, no combate às alterações climáticas, por uma política antirracista, feminista e eco socialista que rompa com a subserviência ao capital financeiro, que desafie as imposições europeias e combata todo o tipo de autoritarismos e forças políticas fascistas e populistas que emergem do falhanço da globalização capitalista”.

Considerando as eleições autárquicas do próximo ano “um dos maiores desafios” assim como um “momento ímpar para o enraizamento local”, o Bloco de Esquerda, adianta que “não vai abdicar do espirito critico na construção de uma alternativa à esquerda perante a persistência de velhas políticas, arrogantes e desrespeitadoras da democracia local, de expressão conservadora que conciliam e apoiam os interesses instalados,  e de fraca sensibilidade ambiental, social e urbanística”.

“É neste contexto que temos sido reconhecidamente uma força de oposição ativa, diante a submissão do PS e da coligação PSD/CDS que, na prática, se limitam a desenvolver uma atividade submissa e indiferenciadora  em relação ao poder autárquico local”, critica.

“Eleger pela primeira vez um vereador e ser parte integrante de uma nova correlação de forças no concelho [de Santiago do Cacém]” é o grande objetivo do BE no próximo embate eleitoral autárquico.

“Queremos iniciar atempadamente a organização de listas e programa às eleições autárquicas, com o objetivo de ampliar a nossa influência nos órgãos aos quais concorremos, eleger pela primeira vez um vereador e ser parte integrante de uma nova correlação de forças no concelho, afirmando uma política de esquerda”, acrescenta.

Para tal, pretende “enraizar socialmente o BE, de modo a alargar e consolidar a nossa influência politica no concelho de Santiago do Cacém de modo a revitalizar, renovar e fortalecer a organização como garantia da continuidade da atividade”, concluiu.


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