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BE defende que fecho da central de Sines deve ser feito em articulação com trabalhadores e poder local

Por a 30 de Outubro, 2019

A distrital de Setúbal do Bloco de Esquerda (BE), considera que, o anuncio da cessação da produção da central de Sines em 2023, na sequência da descarbonização da economia portuguesa, “deve ser concretizada em articulação com os vários setores da economia” e “em particular com os trabalhadores e poder local”.

Numa tomada de posição, concertada com os deputados na Assembleia da República, Jorge Costa, Isabel Pires, Nelson Peralta, José Soeiro, Joana Mortágua e Fabíola Cardoso, o Bloco de Esquerda, alerta para as graves consequências, do ponto de vista social, nos concelhos de Sines e de Santiago do Cacém, que poderão advir do fecho da central a carvão de Sines.

“O fecho da Central de Sines, em que existem muitos trabalhadores com vínculo à EDP Produção, mas também centenas de trabalhadores com vínculos precários a empresas subcontratadas, se não for acompanhado de medidas de efetivo enquadramento sócio-profissional, poderá gerar uma situação grave do ponto de vista social para a região, com especial impacto nos concelhos de Sines e de Santiago do Cacém”, refere, em comunicado, a distrital.

Recordando o manifesto da Greve Climática Mundial que apelava a que “uma verdadeira transição justa tem de pautar-se por princípios de equidade, de justiça social e laboral”, o Bloco de Esquerda refuta que estes princípios “só se concretizam se este tipo de processos ocorrer de forma articulada e em diálogo prévio com os representantes dos
trabalhadores e com o poder local”.

Através do grupo parlamentar, o Bloco de Esquerda questionou os ministérios do Ambiente, Economia e do Trabalho sobre as medidas que o Governo pretende tomar para articular o processo de encerramento da Central de Sines com a empresa e com as estruturas representativas dos trabalhadores, que preparação pretende o Governo realizar para responder do ponto de vista social e profissional aos trabalhadores de empresas subcontratadas pela EDP em Sines e que garantias podem estes trabalhadores ter de que o seu futuro não é o desemprego.

 


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