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Autarca de Sines “não contava” com inclusão na lista dos 121 concelhos de risco

Por a 3 de Novembro, 2020

O presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, disse hoje que “não contava” com a inclusão do concelho na lista dos 121 municípios considerados de risco elevado devido à covid-19, mas garantiu empenho no controlo da pandemia.

Segundo Nuno Mascarenhas, a inclusão de Sines na lista dos 121 concelhos que, a partir de quarta-feira, estarão obrigados a um confinamento parcial “é algo com o qual não contávamos, mas vamos acatar esta decisão porque preferimos que existam medidas que pequem por excesso do que por defeito. Tudo aquilo que possamos fazer para conter o surto na Misericórdia de Sines e a propagação à população, naturalmente, estamos empenhados”, avançou.

De acordo com dados da Proteção Civil municipal, divulgados na segunda-feira, o concelho de Sines contabiliza 65 casos ativos e três óbitos, a grande maioria relacionado com o surto na Misericórdia de Sines, onde já foram detetadas 52 pessoas infetadas com o vírus Sars-Cov-2, entre utentes e funcionários.

“Esta lista foi feita tendo uma referência definida pelo Governo, de 240 casos por cada 100 mil habitantes e nos 14 dias anteriores superámos largamente esse número. No entanto, era algo que não esperávamos porque desde o início da pandemia, Sines tem tido um comportamento exemplar com números muito abaixo deste limite agora definido”, frisou.

O valor mais elevado de casos (14), desde o início da pandemia, “foi registado no passado mês de setembro”, no concelho de Sines, indicou o autarca, acrescentando que “o facto de termos tido, segundo os nossos cálculos, cerca de 105 casos nesses 14 dias, a grande maioria, registados na Misericórdia de Sines, fez com que ultrapassássemos o número de referência, ou seja 24 casos por cada dez mil habitantes e por isso passámos a figurar entre os municípios desta lista”.

Segundo o autarca, “há um conjunto de medidas que esta resolução obriga e que já estão a ser postas em prática, não só na Câmara Municipal como também em algumas atividades económicas do concelho” de Sines.

“Recordo que entre cinco a seis mil pessoas trabalham no Complexo Industrial e Portuário de Sines e vivem nos concelhos vizinhos. Tendo Sines uma grande ligação ao litoral [alentejano], tudo o que possa acontecer aqui vai ter reflexos em toda a comunidade”, disse o autarca, realçando a importância dos “comportamentos cívicos” adequados ao atual contexto.

Nuno Mascarenhas diz aguardar pelas últimas orientações do Governo “em termos de teletrabalho e de funcionalidade da Câmara Municipal”, garantindo, no entanto, que “os serviços vão continuar a funcionar dentro daquilo que é a normalidade” e a “atividade desportiva condicionada”.

“Em termos de população em geral, é importante ter atenção aos novos horários dos estabelecimentos comerciais, havendo limitações que vão ter um impacto na economia local, mas a Câmara Municipal está atenta e irá tomar medidas a curto prazo para ajudar as atividades que têm sofrido mais com esta pandemia”, concluiu.

O Conselho de Ministros decidiu, no sábado, que 121 municípios vão ficar abrangidos, a partir de quarta-feira, pelo dever cívico de recolhimento domiciliário, novos horários nos estabelecimentos e teletrabalho obrigatório, salvo “oposição fundamentada” pelo trabalhador, devido à covid-19.

Os restaurantes nestes 121 concelhos têm de fechar até às 22:30 e todos os estabelecimentos comerciais terão de encerrar, na generalidade, às 22:00.


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