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Autarca de Santiago do Cacém quer ouvir o Governo sobre o futuro dos trabalhadores da central termoeléctrica de Sines

Por a 8 de Janeiro, 2020

O Presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, solicitou uma reunião com a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, sobre o futuro dos trabalhadores da central termoelétrica da EDP, em Sines.

De acordo com um comunicado do município de Santiago do Cacém, o autarca está preocupado com o futuro dos trabalhadores, que não fazem parte dos quadros da empresa, face ao anúncio de cessar a produção desta unidade em setembro de 2013.

Preocupação agravada, refere a autarquia, tendo em consideração que na sua maioria, estes trabalhadores, residem no concelho de Santiago do Cacém.

Sublinhando “não estarem em causa as questões ambientais” tendo em conta que “esta unidade é uma das maiores emissoras de CO2” o autarca, citado no comunicado, considera “preocupante o futuro dos trabalhadores, porque uma grande parte dos que laboram na EDP de Sines são contratados através de empresas prestadoras de serviços”.

A questão assume outra dimensão, adianta, tendo em consideração que “a grande maioria destes trabalhadores reside no concelho de Santiago do Cacém, em particular em Vila Nova de Santo André.

“Com o encerramento da central termoelétrica coloca-se uma questão social, daí a nossa apreensão”, afirmou o autarca que, entretanto, esteve reunido com o Sindicato das Indústrias das Energias e Águas de Portugal, tendo os seus representantes apresentado as suas preocupações em relação ao assunto.

“Segundo as informações que obtivemos, os trabalhadores que são quadros da EDP, a empresa irá acautelar e enquadrar a sua situação”, avançou.

De acordo com Álvaro Beijinha, a Câmara Municipal de Santiago do Cacém “está preocupada e solidária com os trabalhadores e tem consciência que Portugal tem metas e compromissos a nível europeu e até mundial para cumprir”.

“Mas preservar um bem comum tem custos que têm reflexos do ponto de vista económico e social na vida de mais de 300 trabalhadores”, adverte o autarca que já questionou o Governo sobre as medidas e soluções previstas” para fazer face ao atual cenário.

O presidente da Câmara de Santiago do Cacém, considera positiva a tomada de medidas que visem proteger o meio ambiente e a vida humana e por isso solicitou uma reunião com a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, para discutir este assunto.

Em carta endereçada, em 19 de dezembro de 2019, ao Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Álvaro Beijinha sublinha “que o despedimento destes trabalhadores, sem vínculo, todos com contratos precários, irá ter um impacto social grave nas suas vidas, na vida das suas famílias e em consequência no concelho de Santiago do Cacém”.

 


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