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Autarca considera “importante” construção de unidade de hidrogénio verde em Sines

Por a 22 de Novembro, 2019

O presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas, considera “positivo” o anúncio de um possível investimento de 600 milhões de euros para a construção de uma unidade de produção de hidrogénio verde neste município.

A intenção de investimento foi anunciada pelo secretário de Estado da Energia, João Galamba, e mais tarde confirmada pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, como uma aposta do Governo nesta legislatura.

Em declarações à rádio M24 o autarca considerou que o investimento “é importante” e que o Estado, enquanto dono dos terrenos públicos da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), pode aproveitar essa área para a instalação da central de energia solar que irá alimentar a unidade de produção de hidrogénio verde.

“Sines dispõe de espaços que estão desaproveitados, junto à ZILS, gerida pela AICEP. São terrenos do Estado português que tem aqui a possibilidade de potenciar uma área superior a 2 mil hectares que podem ser aproveitados para a instalação dessa central fotovoltaica que será decisiva para a construção desta unidade de hidrogénio”, disse.

Reforçando ser “essencial” a existência de “uma fonte de energia” e havendo capacidade em Sines, para a sua instalação, “a questão do espaço fica ultrapassado” e  o projeto “é potenciado”.

“Temos aqui um gasoduto e o porto de Sines, por onde o hidrogénio pode ser exportado”, acrescentou o autarca socialista que garante estarem “reunidas todas as condições para Sines apostar num novo paradigma energético”.

“Abandonar as energias fósseis e apostar, em conjunto com o Governo, em novas fontes de energias e combustíveis que serão absolutamente essenciais para este novo paradigma energético que queremos que continue a existir no concelho”, acrescentou.

Questionado sobre se esta pode vir a ser uma reposta do Governo ao recente anuncio de encerramento da produção da central termoeléctrica de Sines, o autarca, diz que, apesar de não estar relacionado, os impactos negativos do seu encerramento podem ser minimizados.

“Seguramente se for um dado adquirido que a central é para fechar os impactos negativos que o encerramento de uma unidade desta natureza teria podem ser minimizados, desde logo na mão de obra que é utilizada na central termoeléctrica poder deslocalizar-se para uma nova unidade mas são muitos “ses” e incógnitas que ainda subsistem”, afirmou.


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