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Associação de Pais alerta para incerteza na abertura das escolas rurais no concelho de Santiago do Cacém

Por a 21 de Setembro, 2020

A presidente da Associação de Pais de Santiago do Cacém lamentou hoje a ausência de soluções que permitam a colocação de auxiliares nas escolas rurais do concelho de Santiago do Cacém que não abriram esta segunda-feira, tal como previsto.

“Neste momento as cinco escolas rurais não têm colocação de “tarefeiros”. Todos os anos é colocada sempre tarde a tarefeira que faz 3 horas por dia a um valor miserável de três euros/hora e, este ano, numa altura tão difícil como esta, devido à covid-19, ainda foi pior, ou seja, ao dia de hoje não temos a confirmação da Direção Regional de Educação no sentido de que vai colocar essas tarefeiras”, explicou à rádio M24 a presidente da associação de pais de Santiago do Cacém, Célia Soares.

A responsável diz que, apesar dos esforços, é completamente incerto o início das aulas nas escolas rurais de Abela, Relvas Verdes, Aldeia dos Chãos, São Bartolomeu da Serra e Cruz de João Mendes, no agrupamento de escolas de Santiago do Cacém, e de Deixa-o Resto, no agrupamento de escolas de Santo André.

“Por norma o auxiliar da Câmara, que está com as crianças da pré, assegura a receção das crianças no mesmo espaço, só que este ano os grupos não se podem misturar e o auxiliar da pré tem de estar numa sala e as crianças do 1.º ciclo têm de estar noutra sala com outra auxiliar, sendo que as juntas também não tinham condições para isso, principalmente, porque não se sabia quando é que íam ser colocadas”, explicou.

Segundo Célia Soares, nos anos anteriores, “até outubro as auxiliares são, mais ou menos colocadas, mas este ano não temos a certeza”.

“As escolas não vão abrir, nem se sabe quando vão abrir porque não se sabe quem são as auxiliares. Sei que as Juntas de Freguesia estão a tentar ajudar a ver se conseguem resolver este problema, portanto é completamente incerto este início de ano letivo nestas escolas”

Esta situação afeta cerca de 66 crianças, 120 pais e cinco professores “que estão a aguardar” o arranque do ano letivo.

“Além disso há escolas e há pais que não estão de acordo que num ano como este seja colocada apenas uma pessoa por três horas e meia, é manifestamente insuficiente para um ano em que são impostas muitas regras e condições de segurança que têm de ser observadas. Mesmo que as escolas abram os pais não vão desistir de continuar a exigir auxiliares a tempo inteiro”, acrescentou.

Dos 1.500 auxiliares que o primeiro-ministro, António Costa, prometeu contratar na última sexta-feira, a associação de pais pede “pelo menos cinco com urgência para Santiago do Cacém”.

“Creio que os pais da escola de Deixa-o Resto vão exigir o mesmo porque eles têm uma tarefeira, por três hora e meia, mas os pais não permitiram que se abrisse a escola, na sexta-feira, porque é completamente despropositado e inseguro, como é óbvio, num ano como este”.

A presidente da associação teme que esta situação se vai arrastar até ao início de novembro uma vez que a colocação de auxiliares nas escolas “depende ainda de concurso”, a menos que “entre o agrupamento de escolas e as juntas possa haver uma solução, que é profundamente injusto”, concluiu.

 


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