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Artes plásticas e visuais animam ruas e lojas de São Luís

Por a 13 de Agosto, 2019

As artes plásticas e visuais vão encher, nos meses de agosto e setembro, as ruas e as montras de lojas da aldeia de São Luís, em Odemira, que se transforma num centro de artes e de convívio.

A 5.ª edição da Mostra de Artistas e Artesãos de São Luís, até 7 de setembro, é organizada pelo movimento Transição São Luís com a colaboração de associações culturais e da comunidade local que “empresta” as montras de mais de uma dezena de lojas para expor os trabalhos que são “doados” pelos artistas.

“Este ano vamos contar com a presença de 20 artistas que vão expor os seus trabalhos nas montras das 14 lojas, algumas delas desativadas, disponíveis em São Luís para esta iniciativa que tem crescido em número de participantes”, explica Filomena Patrício, do movimento Transição São Luís.

O evento lança um olhar sobre a questão da “regeneração comercial, urbanística e social da aldeia” do concelho de Odemira estimula “a coesão comunitária e o espírito de entreajuda, bem como o fortalecimento da resiliência e sustentabilidade local e regional”.

Trabalhos de fotografia e restauro, banda desenhada, literatura, ilustração, pintura, escultura, artesanato, design de moda, workshops, artes plásticas e instalações artísticas, vão embelezar durante cerca de um mês as montras das ruas da Igreja e do Comércio da aldeia.

Os artistas, adiantou a responsável, “são quase todos residentes na freguesia de São Luís, alguns do concelho de Odemira ou de outras zonas do país mas que mantém uma ligação a aldeia de São Luís, desde artistas que são conhecidos internacionalmente a jovens que expõem pela primeira vez”.

A escultura em massa de hóstia e comestível da artista Flávia Germano Barra, as pinturas de Dominik Jasinski, a reutilização criativa de têxteis usados, do projeto Escalabardo, a arte em papel, de Flora Dolores ou as esculturas com materiais retirados do mar da praia do Malhão, do artista Herberto Figueiredo, são alguns dos trabalhos expostos nas Montras de São Luís.

“Todos os anos apresentamos trabalhos novos e por isso é difícil destacar projetos que sejam inovadores em relação às últimas edições mesmo que o artista seja repetente quando expõe um trabalho na Montras fá-lo sempre pela primeira vez”, salienta a porta-voz do movimento responsável pela criação do evento colaborativo.

Este ano, a mostra, expandiu-se para o Largo do Mercado, que vai receber uma feira de artesanato e produtos locais, com a participação de 27 expositores, além de várias performances e espetáculos musicais em vários espaços da aldeia que se transforma num centro de artes e de convívio.

“Vamos ter música, teatro de improvisação no pátio interior do centro de dia, performances, exposições, workshops no interior do mercado, poesia numa oficina, além da programação própria das associações culturais, ‘Cultivamos Cultura’ e ‘Ateneu do Catorze’, integrada neste evento”, explicou.

O encerramento, no dia 7 de setembro, prevê a recriação da tradicional “adiafa”, ou celebração da colheita nos campos agrícolas, para honrar as tradições locais.

 


Opinião do Leitor

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